A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) assumiu a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres na Câmara dos Deputados em 11 de março de 2026, gerando forte reação da oposição ao governo Lula.
A escolha enfrentou resistência de parlamentares conservadoras, que protestaram durante o processo. Uma delas, Júlia Zanatta (PL-SC), classificou o resultado como uma “derrota para as mulheres na semana da mulher”.
Em resposta às críticas, Erika Hilton publicou em seu perfil no X que a eleição representava “mais um passo na reparação” de sua trajetória pessoal e da história de muitas mulheres que sofreram exclusão e negação de dignidade. Ela afirmou não se importar com rejeições vindas de setores que chamou de “transfóbicos e imbecis”, considerando essas opiniões irrelevantes.
O episódio motivou o lançamento da campanha #elenão nas redes sociais, termo que remete à mobilização feminina contra a candidatura de Jair Bolsonaro em 2018. A iniciativa ganhou força com um abaixo-assinado na plataforma Change.org, intitulado “Pela Representatividade Feminina na Presidência da Comissão da Mulher”. O documento, que já ultrapassava 55 mil assinaturas na manhã de 12 de março, argumenta que o cargo deveria ser ocupado por uma deputada cujo histórico e bandeiras estejam alinhados à defesa das prerrogativas das mulheres com base na distinção biológica de sexo, conforme demandas tradicionais do movimento feminino.
Os proponentes destacam a existência de outros espaços institucionais dedicados às pautas LGBTQIA+ e defendem que a comissão mantenha foco exclusivo nas questões das mulheres como categoria biológica e social reconhecida cientificamente. Eles pedem revisão da decisão para priorizar uma representação que consideram mais fiel às origens do colegiado.
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