A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) marcou para quinta-feira (12) a votação de um requerimento visando convocar Martha Graeff, ex-companheira do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro.
O pedido partiu do deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) e ganhou força com a divulgação de conversas extraídas do aparelho celular de Vorcaro, apreendido e analisado pela Polícia Federal durante a operação Compliance Zero.
Nas mensagens trocadas com a então namorada, modelo e influenciadora, o banqueiro descrevia sua rotina, incluindo encontros com personalidades influentes do Legislativo, Judiciário e Executivo. Entre os nomes citados estão o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.
A quebra de sigilo telemático revelou que Vorcaro mantinha contatos salvos de diversas autoridades, como três ministros do STF, parentes de magistrados, seis parlamentares e dois diretores do Banco Central, órgão regulador que supervisiona instituições como o Master.
Além da convocação de Martha Graeff, os parlamentares pretendem votar outros requerimentos na mesma sessão, direcionados a:- Fabiano Zettel, empresário casado com Natália Vorcaro (irmã de Daniel) e ligado ao mercado financeiro e à Igreja Batista da Lagoinha em Belo Horizonte;
- Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, antigo sócio do Banco Master;
- Luiz Antônio Bull, ex-diretor de risco da instituição;
- Roberta Luchsinger, lobista próxima de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha);
- Edson Claro Medeiros Júnior, ex-funcionário ligado ao chamado "Careca do INSS";
- Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central.
As conversas vazadas expõem detalhes da vida pessoal e profissional de Vorcaro, como planos para levar a filha de Donald Trump ao carnaval carioca, a venda acelerada de uma cobertura avaliada em R$ 60 milhões no dia da prisão, a oferta de um barco à namorada (com pedido para evitar fotos), viagens de helicóptero com figuras como Rueda e Ciro Nogueira, e presentes luxuosos, incluindo um relógio suíço de R$ 1 milhão a Nelson Tanure.
Outros trechos mostram o banqueiro comentando encontros com o presidente Lula, elogiando emendas parlamentares, expressando preocupações com a imprensa e discutindo negociações financeiras, como supostas tentativas do BTG de interferir em acordo com o BRB.
A CPMI do INSS continua ampliando o escopo das oitivas para compreender possíveis conexões entre o setor financeiro privado e decisões em órgãos públicos, em meio às apurações sobre fraudes e irregularidades no instituto previdenciário.
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