Um relatório da Polícia Federal enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, conclui que não é possível afirmar que o pagamento de R$ 100 mil ao jornalista Luís Pablo Conceição Almeida tenha sido feito para publicar reportagens negativas contra o ministro Flávio Dino.
O documento, assinado em maio por um agente da PF, analisa o conteúdo do celular do jornalista, apreendido em março por ordem de Moraes, e recomenda maior avaliação do material. “Através do que fora analisado, não é cabível apontar com máxima certeza que a quantia em comento se trata de pagamento destinado a matérias jornalísticas”, afirma o relatório, que está sob sigilo.
Em julho, outra análise da PF apontou que o pagamento foi feito por um informante do jornalista a um terceiro e usado para quitar um imóvel de Luís Pablo. O delegado Antonio Knoll pediu busca e apreensão sobre os informantes, mas descartou crime de violação de sigilo funcional por parte do jornalista, citando a liberdade de imprensa.
Com aval da PGR, Moraes autorizou a operação no dia 11. Entre os alvos estavam Raimundo Cutrim, ex-secretário do governo do Maranhão, e o advogado Diogo Diniz Lima, responsável pela transferência dos R$ 100 mil.
Luís Pablo nega qualquer relação entre o pagamento e as reportagens, afirmando que se tratou de um empréstimo de um amigo pessoal. As publicações questionavam o uso de veículos oficiais por Dino, o que tanto o ministro quanto o TJ-MA negam.
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