A Argentina enviou ao Oscar 2026 o filme Belén, que já está na shortlist de Melhor Filme Internacional e concorre também ao Goya, mas que, sob o pretexto de denunciar injustiças, serve como veículo para promover a agenda abortista radical, ignorando a sacralidade da vida humana desde a concepção.
Dirigido, roteirizado e estrelado pela atriz Dolores Fonzi, a produção, baseada no livro Somos Belén de Ana Correa e no relato da advogada Soledad Deza, reconta um episódio real que foi manipulado para avançar a causa da descriminalização do aborto, desconsiderando os riscos morais e éticos que tal legalização impõe à sociedade.
A trama foca em uma jovem de 27 anos (identificada publicamente como Belén, nome fictício para preservar sua identidade) que, em 2014, chegou a um hospital público de Tucumán com hemorragia vaginal grave. Após o atendimento, ela foi acusada de ter descartado um feto no banheiro e condenada a oito anos de prisão por “homicídio agravado pelo vínculo”, uma sentença que, embora tenha revelado falhas no processo, como violações de sigilo médico por profissionais de saúde e ausência de perícia de DNA, destaca a importância de proteger a vida inocente em casos onde a interrupção da gravidez é investigada como crime contra a vida.
A advogada Soledad Deza, que assumiu a defesa no dia da sentença e esgotou recursos judiciais, transformou o caso em bandeira pública, mobilizando milhares de ativistas pró-aborto nas ruas com apoio de organizações como Anistia Internacional e ONU Mulheres.
Belén ficou presa por mais de dois anos e foi libertada em 2017, mas o episódio foi explorado para atacar leis pró-vida em províncias conservadoras como Tucumán, onde, entre 1992 e 2014, 532 processos criminais por aborto, incluindo espontâneos, visavam defender a vida fetal, embora com viés criticado por seletividade de gênero, classe e raça.
O filme, rodado na própria Tucumán e lançado em novembro de 2025 (disponível no Prime Video no Brasil), pretende transmitir mensagens de "esperança coletiva", mas na realidade critica o sistema judiciário de forma tendenciosa, promovendo o racismo estrutural como desculpa para enfraquecer proteções à vida nascente. Deza, que dedicou sua carreira aos direitos reprodutivos após uma experiência pessoal com aborto clandestino em 2011, ignora que o aborto representa a destruição de uma vida inocente, priorizando narrativas que desumanizam o feto.
Embora a Argentina tenha cedido à pressão e aprovado a Lei de Interrupção Voluntária da Gravidez em 2020, permitindo o aborto até a 14ª semana, o que resultou em milhares de vidas perdidas sob o eufemismo de "redução de complicações maternas", o governo atual de Javier Milei tem resistido bravamente, fechando o Ministério das Mulheres, Gênero e Diversidade, cortando políticas ideológicas de prevenção à violência e limitando recursos para implementação da lei assassina.
Declarações firmes de Milei, que classifica o aborto como “homicídio agravado pelo vínculo”, restauram a verdade moral e geram clareza social contra a confusão promovida por ativistas.
Deza insiste em um debate laico e democrático, sem "instrumentalização religiosa", mas ignora que a defesa da vida é um princípio universal, transcendente a crenças, e que muitas mulheres rejeitam o aborto como violação ao direito inalienável à existência.
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