O senador Angelo Coronel (PSD-BA) tende a não comparecer à Lavagem do Bonfim, marcada para esta quinta-feira (15), segundo informações colhidas junto a pessoas próximas ao parlamentar. Embora a decisão ainda não esteja 100% confirmada, a predominância no seu círculo é de ausência do evento.
A celebração, que dá início oficial ao ciclo religioso de Salvador e atrai grande público, costuma reunir figuras políticas de destaque, sobretudo em períodos pré-eleitorais como o atual.
A possível ausência de Coronel ocorre em meio a tensões internas no campo governista baiano. O PT pressiona por uma chapa majoritária composta exclusivamente por petistas a chamada “puro-sangue”, o que deixaria o senador do PSD de fora da disputa ao Senado em 2026.
O próprio presidente estadual do PSD, senador Otto Alencar — que é compadre de Angelo Coronel —, já declarou publicamente que o partido permanecerá na coligação de apoio à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT), independentemente de o correligionário integrar ou não a chapa majoritária.
As declarações de Otto agravaram o mal-estar nos bastidores entre os dois senadores do mesmo partido. O episódio reforça a percepção de que o impasse sobre a composição da majoritária pode gerar desgastes pessoais e políticos dentro da base aliada.
A Lavagem do Bonfim, por sua visibilidade e simbolismo, costuma servir como palco para demonstrações de força e unidade das lideranças. A tendência de Coronel se ausentar pode ser interpretada como sinal de distanciamento em relação ao projeto governista atual, enquanto as negociações sobre a chapa seguem sem definição.
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