Pouco tempo antes de seu falecimento, o deputado estadual Alan Sanches (União Brasil) apresentou uma proposta legislativa na Assembleia Legislativa da Bahia visando melhorar o atendimento a pacientes com síndrome coronária aguda (SCA) no sistema público de saúde estadual.
O projeto de lei foi registrado em 12 de janeiro, ainda durante o recesso parlamentar, e buscava estabelecer a Linha de Cuidado para a Síndrome Coronária Aguda no âmbito do SUS baiano. Infelizmente, no dia 17 do mesmo mês, Alan Sanches veio a óbito em sua residência, em Salvador, aos 58 anos, vítima de um infarto fulminante.
Como médico, o parlamentar destacou na justificativa da matéria a gravidade da SCA, reconhecida como uma das maiores causas de morte e complicações cardiovasculares tanto no Brasil quanto globalmente. A iniciativa tinha como meta principal organizar fluxos assistenciais integrados, garantindo um atendimento rápido, coordenado e de qualidade entre os diferentes níveis da rede pública.
Entre as medidas propostas estavam a adoção de protocolos clínicos fundamentados em evidências científicas, com ênfase na realização precoce de exames como a dosagem de troponina para detectar lesões cardíacas; a formação contínua de equipes de saúde; o acesso imediato a testes complementares; a garantia de medicamentos indispensáveis para emergências; e a implementação de sistemas de monitoramento e avaliação contínua dos desfechos clínicos.
Alan Sanches enfatizou que a criação de linhas de cuidado estruturadas é essencial para encurtar o intervalo entre o aparecimento dos primeiros sintomas e a intervenção definitiva, o que pode reduzir significativamente as taxas de mortalidade e as sequelas decorrentes da condição.
A proposta também se alinhava ao Plano Estadual de Saúde vigente e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, em especial aqueles relacionados à promoção de saúde de qualidade e acesso universal.
No texto final da justificativa, o deputado fez um apelo aos colegas parlamentares para apoiar a aprovação da matéria, argumentando que, dada sua formação médica e a relevância do tema para a preservação da vida, o projeto representaria um avanço importante na saúde cardiovascular não só da Bahia, mas potencialmente de todo o país, servindo como modelo para outras unidades da federação.
A tragédia do falecimento súbito do próprio autor da proposta, por complicação idêntica à que pretendia combater, reforça a urgência de ações preventivas e assistenciais mais eficazes contra doenças cardiovasculares no sistema de saúde público. O projeto, que ainda dependeria de tramitação e eventual sanção governamental, permanece como legado de **Alan Sanches** na luta por melhores condições de atendimento cardiológico na Bahia.
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