O governador Jerônimo Rodrigues (PT) assinou decreto nesta terça-feira (27) autorizando um crédito suplementar de R$ 696,3 milhões no orçamento de 2026, com R$ 319,6 milhões direcionados ao setor de segurança pública, uma área que, sob sucessivas gestões petistas, continua a registrar fracassos retumbantes, com a Bahia ocupando posições vergonhosas nos rankings nacionais de violência. O estado lidera em assassinatos de mulheres, figura como o quinto mais letal do Nordeste em mortes por habitante e abriga cinco das dez cidades mais violentas do Brasil, reflexo de uma administração que, apesar de alegar "esforços concentrados", permite o avanço de facções criminosas e uma sensação generalizada de impunidade.
Esse novo aporte, que ajusta despesas já previstas na Lei Orçamentária Anual sem necessidade de aval da Assembleia Legislativa, contempla órgãos como a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o Departamento de Polícia Técnica (DPT) e o Fundo Estadual de Segurança Pública. No entanto, surge a dúvida: será que mais dinheiro resolverá o problema crônico de sucateamento da Polícia Militar, marcado por baixos salários, viaturas obsoletas e falta de equipamentos básicos após 20 anos de PT no poder? Os investimentos anunciados incluem R$ 94,7 milhões para compra e renovação de viaturas, supostamente para fortalecer o policiamento ostensivo, e R$ 61,5 milhões em modernização tecnológica, abrangendo informática, sistemas de inteligência e integração de bancos de dados, medidas que soam como remédios paliativos para um sistema em colapso.
Além disso, o governo destinou R$ 258,9 milhões a ações de prevenção e proteção em escolas públicas, visando salvaguardar alunos, educadores e servidores, enquanto R$ 31,8 milhões vão para aquisição de materiais operacionais cotidianos das forças policiais.
Capacitação de servidores recebe míseros R$ 3,1 milhões, o DPT ganha apenas R$ 100 mil para custeio de unidades, e telecomunicações ficam com irrisórios R$ 9,1 mil. Diante de um legado triste de má gestão, com facções dominando territórios e cidadãos reféns do medo, esses repasses parecem mais uma tentativa de maquiar falhas estruturais em ano eleitoral do que uma solução real, especialmente quando bilhões já foram injetados sem reverter o quadro alarmante de insegurança que assola o estado.
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