O mandato do diretório estadual do PSD na Bahia termina no dia 31 de maio, criando a possibilidade concreta de renovação na liderança da sigla no estado. Com o fim do prazo, a executiva nacional do partido terá a prerrogativa de convocar novo pleito interno ou instituir uma comissão provisória para gerir as atividades locais.
Nos bastidores, conversas indicam que uma alteração no comando é considerada viável e já circula entre dirigentes e filiados. Mesmo assim, assessores próximos ao atual presidente estadual, o senador Otto Alencar, destacam que ele conserva amplo apoio da cúpula nacional, fator decisivo para sua manutenção no posto.
Otto Alencar integra o grupo de fundadores do PSD e mantém vínculo próximo com o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab. Essa proximidade tem sido apontada como elemento central para a continuidade de sua gestão.
O quadro ganhou nova complexidade com a filiação oficial do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao PSD, concretizada na terça-feira (27). Caiado mantém aliança histórica com ACM Neto, principal nome da oposição baiana, e sua chegada ao partido em âmbito nacional foi vista por setores do PSD local como um fator capaz de alterar o equilíbrio interno.
A entrada do governador goiano no quadro nacional da sigla reacendeu debates sobre o posicionamento futuro do PSD na Bahia, especialmente em relação ao governo do estado comandado por Jerônimo Rodrigues (PT). Lideranças regionais avaliam que o movimento pode influenciar diretamente as estratégias eleitorais e as alianças da legenda no estado nos próximos ciclos.
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