O governador Jerônimo Rodrigues (PT) classificou o recente encontro com bispos da Igreja Universal do Reino de Deus como uma simples troca de gentilezas. Ele explicou que a visita dos religiosos à Bahia ocorreu em retribuição à sua própria ida à sede da igreja em São Paulo, onde foi recebido com atenção.
Durante conversa com jornalistas na abertura do Carnaval, na quinta-feira (12), o governador detalhou que o bispo enviou representantes para agradecer a cortesia anterior. “Trata-se apenas de uma agenda de reciprocidade. Fui a São Paulo, visitei o bispo, fui bem acolhido e eles quiseram devolver o gesto”, declarou.
Jerônimo enfatizou que os temas abordados ficaram restritos a assuntos contratuais e institucionais. Entre eles, citou a parceria com a TV Record Bahia, o convênio mantido com a Escola Nova Canaã, localizada em Irecê – que segue metodologia pedagógica parecida com a das escolas família agrícola –, e a renovação recente do contrato, já oficializada no Diário Oficial para pagamento da última parcela. “Não discutimos eleições nem legendas partidárias. O bispo fez uma oração por mim”, acrescentou.
Embora alguns analistas políticos tenham interpretado o episódio como sinal de aproximação com o Republicanos – partido atualmente na oposição –, especialmente depois da saída do senador Angelo Coronel da base aliada e do fortalecimento do grupo de ACM Neto, o governador manteve a versão de que não houve conotação eleitoral.
Olhando para frente, Jerônimo mencionou a previsão de sancionar, entre março e abril, o projeto de lei que cria o Dia da Cultura Gospel na Bahia. A proposta é de autoria do deputado Jurailton Santos, da oposição, que acompanhou o bispo durante o encontro.
“Junto com o deputado Jurailton, autor dessa iniciativa, pretendemos realizar um evento gospel para dialogar com os pastores sobre nossa preocupação compartilhada na educação e na formação da juventude. Contamos com o apoio responsável das igrejas nessa tarefa”, afirmou o governador.
A interação com o segmento evangélico, apresentada como estritamente institucional, surge em meio a um cenário de acirramento político na Bahia, onde relações com lideranças religiosas podem ter peso no debate eleitoral.
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