Número de desaparecidos em desabamento de ponte no Maranhão e Tocantins sobe para 12

Tragédia deixou dois mortos, oito veículos no rio e buscas interrompidas por vazamento de ácido sulfúrico
Por: Brado Jornal 23.dez.2024 às 10h19
Número de desaparecidos em desabamento de ponte no Maranhão e Tocantins sobe para 12
Reprodução - Governo do Maranhão/Agência Brasil

O número de desaparecidos no desabamento da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que conecta os estados do Maranhão e Tocantins, subiu para 12, segundo informações confirmadas pela Polícia Rodoviária Federal na madrugada desta segunda-feira (23). O acidente, ocorrido na tarde de domingo (22), resultou na morte de duas pessoas e no despejo de oito veículos no rio Tocantins.  

As buscas pelas vítimas foram retomadas nesta manhã após serem interrompidas devido ao vazamento de ácido sulfúrico de um dos caminhões que despencaram no rio. O coronel Magnum Coelho explicou que análises químicas estão sendo realizadas para avaliar a qualidade da água e garantir a segurança das equipes de resgate. “Precisamos saber se os materiais tóxicos ainda estão presentes para mobilizar os mergulhadores, que já estão prontos para localizar os veículos e as vítimas”, declarou.  


Estrutura Marcada por Denúncias  

A ponte, construída na década de 1960, possui 533 metros de extensão e é uma importante ligação entre as cidades de Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO) pela BR-226. O colapso ocorreu no vão central e envolveu quatro caminhões, dois automóveis e duas motocicletas. Entre as vítimas fatais estão Alana, de 25 anos, e Marçon Gley Ferreira, de 42, ambos em motocicletas no momento do acidente.  

Motoristas já haviam denunciado as condições precárias da estrutura, com relatos de deterioração. No sábado (21), um morador postou um vídeo alertando para os riscos. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) confirmou a interdição total da ponte e está investigando as causas do desabamento.  


Rotas Alternativas  

Com a interdição, o DNIT recomendou rotas alternativas para motoristas. No Tocantins, os condutores podem seguir por Darcinópolis, Luzinópolis, BR-230 até São Bento, e continuar até Axixá e Imperatriz (MA). No Maranhão, a rota indicada é pela BR-226 em Estreito até Porto Franco e BR-010 até Imperatriz.  

A tragédia reacendeu debates sobre a manutenção de infraestruturas críticas no país, enquanto as autoridades prometem acelerar os esforços de resgate e investigação.



📲 Baixe agora o aplicativo oficial da BRADO
e receba os principais destaques do dia em primeira mão
O que estão dizendo

Deixe sua opinião!

Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.

Sem comentários

Seja o primeiro a comentar nesta matéria!

Carregar mais
Carregando...

Carregando...

Veja Também
Grupo Brado se solidariza com jornalistas ameaçados e reforça defesa intransigente da liberdade de expressão
Em nota oficial, o grupo de comunicação de viés de direita manifesta apoio integral aos profissionais expostos pela Polícia Federal em investigação envolvendo ameaças coordenadas via Daniel Vorcaro
Comissão da Câmara exige esclarecimentos do Ministério da Defesa sobre alegações americanas
Relatório do Congresso dos EUA levanta suspeitas de instalação chinesa com possível uso militar na Bahia, via parceria entre empresas brasileira e chinesa
Encerramento da temporada 2026 do ParaPraia
Projeto promove inclusão com banho de mar assistido na Praia da Preguiça
Lula critica Trump por exibir poder militar dos EUA e afirma que Cuba enfrenta fome devido a bloqueios externos
Durante evento da FAO em Brasília, presidente brasileiro defende ilha caribenha, compara com Haiti e alerta para risco de corrida armamentista global
Fundador do Black Lives Matter no Condado de Lake é filmado agredindo funcionária em Illinois
Colaboradora confrontou o líder sobre supostos desvios de recursos e roubo de dinheiro da organização antes da briga física
Vorcaro ameaça empregada em novas mensagens
Controlador do Banco Master é preso preventivamente pela PF após troca de WhatsApp revelar ordem para “moer” funcionária Monique e buscar seu endereço; grupo “A Turma” recebia R$ 1 milhão por mês para vigilância e intimidações
Carregando..