Belém assume temporariamente o posto de capital do Brasil por conta da COP30

Governo federal desloca sede executiva para o Pará durante conferência climática da ONU, destacando a Amazônia nas discussões globais
Por: Brado Jornal 06.nov.2025 às 10h19
Belém assume temporariamente o posto de capital do Brasil por conta da COP30
Crédito: Snz58148687 wikimedia commons
Belém, no Pará, tornar-se-á a capital simbólica do Brasil de 11 a 21 de novembro de 2025, em razão da COP30, a conferência sobre o clima organizada pela Organização das Nações Unidas (ONU). O presidente Lula (PT) formalizou a decisão na terça-feira (4/11), promovendo uma transferência provisória da sede do Executivo federal para a cidade que sediará líderes mundiais e delegações internacionais.

A medida representa um ato simbólico para posicionar a Amazônia como centro das negociações ambientais internacionais, evidenciando o engajamento brasileiro com a sustentabilidade e os desafios da floresta.

Na prática, os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário poderão operar a partir de Belém, com o presidente e ministros despachando diretamente da localidade. A administração governamental essencial será realocada, convertendo a capital paraense no núcleo decisório do país ao longo do evento. O Palácio do Planalto, em Brasília, funcionará com operações mínimas.

Proposta pela deputada federal Duda Salabert (PDT-MG), a iniciativa exige uma ampla coordenação de logística e segurança. Instalações temporárias abrigarão gabinetes e equipes, assegurando a continuidade das atividades públicas.

A proximidade das autoridades com líderes globais, ONGs e sociedade civil presente na COP30 deve impulsionar diálogos diretos e influenciar acordos, aproximando as negociações da realidade amazônica.

A COP30 constitui o principal espaço mundial para acordos contra as mudanças climáticas. Sua realização em território amazônico já configura um marco, mas a designação de Belém como capital temporária intensifica a sinalização do Brasil ao mundo.

O encontro reunirá milhares de participantes, incluindo delegações, jornalistas, cientistas e ativistas, direcionando holofotes globais para Belém e a Amazônia.

Pará: Égua (interjeição de espanto); De rocha (sério); Não, é pão (Claro que sim); Nem com nojo (de jeito nenhum); Bazuca (chiclete); Carapanã (mosquito); Rapidola (rápido): Filho de pipira (quem sempre pede).

Transferências anteriores de capital no Brasil

Desde a criação de Brasília, ocorreram quatro mudanças simbólicas semelhantes:

Curitiba (PR): de 24 a 27 de novembro de 1969, durante a Ditadura Militar, para propagar o regime e fortalecer apoio local. A primeira-dama Yolanda Barboza, esposa do presidente Costa e Silva, era natural da cidade.

Mombaça (CE): em 25 de fevereiro de 1989, por um dia, homenageando Antônio Paes de Andrade, presidente da Câmara dos Deputados que substituía José Sarney.

Rio de Janeiro (RJ): de 3 a 14 de junho de 1992, sob Fernando Collor de Mello, para a ECO-92, o maior evento ambiental até então.

Itu (SP): em 15 de novembro de 2017, sob Michel Temer, por um dia, celebrando a Proclamação da República. A cidade sediou a primeira Convenção Republicana em 1873, ganhando o título de “Capital Nacional do Berço da República”.


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