Uma nova sondagem do Datafolha indica que o descrédito da população brasileira em relação às principais instituições do país se agravou entre o final de 2024 e o início de 2026. O levantamento, realizado entre 3 e 5 de março de 2026 com 2.004 entrevistados em 137 municípios, registrou margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-03715/2026.
Os partidos políticos mantêm a posição de maior rejeição, com 52% dos respondentes afirmando não confiar neles de forma alguma. Esse percentual representa uma leve variação em relação ao levantamento anterior (50%), dentro da margem estatística, confirmando a persistência do ceticismo em relação às legendas.
O Congresso Nacional aparece como um dos setores mais afetados, alcançando níveis inéditos de insatisfação nesta legislatura. Atualmente, 45% dos brasileiros declaram não confiar na instituição, enquanto apenas 5% expressam confiança elevada, número que era de 11% em 2024. A avaliação do desempenho dos parlamentares também despencou: somente 14% consideram o trabalho ótimo ou bom (queda de sete pontos em comparação a dezembro de 2025), ao passo que 39% o classificam como ruim ou péssimo (aumento de oito pontos no mesmo período).
A insatisfação com o Legislativo é mais pronunciada entre grupos de maior escolaridade e renda intermediária. Entre os menos instruídos, a aprovação chega a 20%, mas cai para 10% entre os mais escolarizados. Homens (43%) e pessoas com renda familiar de 5 a 10 salários mínimos (46%) destacam-se entre os que veem o Congresso de forma negativa, com desaprovação ainda maior entre quem rejeita o governo federal (44%).
A Presidência da República registrou erosão significativa, com a desconfiança subindo de 36% para 43%. Apenas 22% mantêm confiança plena na instituição.A imprensa também perdeu terreno: 36% agora afirmam não confiar nos veículos de comunicação (contra 28% em dezembro de 2024), e a confiança total caiu de 22% para 15%.As Forças Armadas, impactadas por condenações de integrantes em 2025 relacionadas à tentativa de golpe no período Bolsonaro, atingiram o maior índice histórico de desconfiança (27%). A confiança plena despencou de 34% para 26%, o menor da série.
As grandes empresas viram a rejeição crescer de 20% para 26%, com confiança absoluta reduzida a 20%.No âmbito judicial, o Poder Judiciário como um todo alcançou recorde de desconfiança (36%), com apenas 15% mantendo confiança elevada. O Supremo Tribunal Federal (STF) seguiu a mesma tendência, registrando 43% de descrédito, o maior patamar desde o início da medição em 2012.
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