Lideranças dos caminhoneiros autônomos anunciaram nesta terça-feira, 17 de março de 2026, uma greve nacional em resposta ao aumento do preço do diesel. A decisão foi tomada em assembleia realizada no dia anterior no Porto de Santos, em São Paulo, com a participação de representantes de São Paulo, Paraná, Goiás, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
Wallace Landim, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) e conhecido como Chorão, informou que os presentes deliberaram pelo cruzamento de braços. Ele afirmou que a categoria está em estado de alerta e que os transportadores autônomos estão pagando para trabalhar diante dos custos elevados do combustível. A mobilização visa conscientizar os caminhoneiros a permanecerem em casa e não carregarem cargas.
O preço médio do diesel S-10 subiu mais de 7% na primeira semana de março, chegando a cerca de R$ 6,90 por litro em alguns postos, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo. A Petrobras realizou reajuste de 11,6% nas refinarias no período. O aumento é atribuído à elevação do petróleo no mercado internacional, influenciada pelo conflito no Oriente Médio.
O governo federal havia reduzido PIS e Cofins sobre o diesel no início de março e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) reajustou a tabela de pisos mínimos de frete em cerca de 7% no dia 13 de março. A Casa Civil manteve contatos com as lideranças nesta semana. Os estados, por meio do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), negaram redução da alíquota de ICMS sobre o diesel, alegando que a medida não garantiria queda efetiva nos postos.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) emitiu nota de apoio à paralisação e cobrou providências urgentes do governo, incluindo fiscalização de fretes abaixo do piso e punições a empresas. A paralisação deve ocorrer de forma voluntária, sem bloqueio de rodovias, e pode ter início ainda nesta semana, possivelmente nos dias 18 ou 19 de março. As reivindicações incluem recomposição de valores, implementação de travamento eletrônico na planilha de custos e isenção de pedágio para caminhões vazios.
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