A montadora chinesa Byd foi incluída na lista suja do trabalho escravo do Ministério do Trabalho e Emprego. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (7).
A empresa entrou para o cadastro por causa de irregularidades encontradas em fornecedores que prestam serviços para a fábrica de veículos elétricos instalada em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.
De acordo com as investigações, trabalhadores contratados por empresas terceirizadas atuavam em condições degradantes, com jornadas exaustivas, falta de equipamentos de proteção individual e alojamentos inadequados. Alguns relatórios apontam ainda para o não pagamento correto de horas extras e verbas rescisórias.
A inclusão da Byd na lista suja ocorre menos de dois anos após o início das operações da fábrica no Brasil. A montadora se tornou uma das maiores empregadoras da região, gerando milhares de vagas diretas e indiretas.
A lista suja é um instrumento do governo federal para identificar empresas que submetem trabalhadores a condições análogas à escravidão. As empresas listadas ficam impedidas de obter financiamentos públicos e podem sofrer sanções comerciais.
Até o momento, a Byd não se manifestou publicamente sobre a inclusão. A empresa tem 90 dias para apresentar defesa e solicitar a exclusão do cadastro caso comprove a regularização das pendências.
A inclusão da montadora chinesa na lista suja gerou surpresa no setor automotivo, que via a Byd como um dos principais exemplos de investimento estrangeiro recente na Bahia.
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