Um vigilante terceirizado da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus de Apucarana, no norte do estado, foi indiciado por roubo pela Polícia Civil. As imagens de câmeras de segurança registraram o profissional presenciando um assalto agressivo contra um jovem de 25 anos, mas permanecendo imóvel, sem qualquer tentativa de intervenção ou socorro.
O episódio ocorreu em 4 de fevereiro, no estacionamento de motos da instituição, durante o recesso acadêmico, quando o local estava praticamente vazio. A vítima havia marcado um encontro para vender um celular anunciado online, confiando na segurança do ambiente universitário. Por volta das 18h26, o assaltante, um homem de 23 anos, surpreendeu o rapaz pelas costas, aplicou um golpe de enforcamento conhecido como "mata-leão" para imobilizá-lo e roubou sua mochila com o aparelho.
Enquanto a vítima era agredida e caía no chão, o segurança aproximou-se, posicionou-se na calçada próxima, observou a cena por algum tempo e, em determinado momento, pareceu gesticular para alguém distante, mas logo se afastou quando os envolvidos saíram correndo do local.
Após denúncia da vítima, a Polícia Civil investigou, identificou o assaltante e o prendeu preventivamente em 6 de março. Em depoimento, ele admitiu a autoria das agressões e do roubo.O vigilante, de 43 anos, foi ouvido na delegacia, mas optou pelo silêncio ao ser questionado sobre protocolos de defesa pessoal e obrigações legais da profissão. O delegado André Garcia fundamentou o indiciamento na Lei 14.967/2024, que regula a segurança privada e impõe deveres como a proteção à vida e à integridade física das pessoas sob sua responsabilidade. Para o delegado, a inação do profissional configurou omissão penalmente relevante, facilitando o crime e caracterizando participação no roubo.
A Unespar informou que afastou imediatamente o colaborador por meio de ofício à empresa terceirizada e forneceu as gravações à polícia, reiterando seu compromisso com a segurança da comunidade acadêmica.
O inquérito foi remetido ao Ministério Público do Paraná, que avaliará se apresenta denúncia contra os envolvidos. As identidades dos envolvidos não foram reveladas pelas autoridades.
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