Vigilante é indiciado por roubo após omitir-se em assalto violento no Paraná

Polícia Civil aponta omissão como participação no crime; segurança observou golpe "mata-leão" sem intervir em campus universitário
Por: Brado Jornal 11.mar.2026 às 08h26
Vigilante é indiciado por roubo após omitir-se em assalto violento no Paraná
Reprodução
Um vigilante terceirizado da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus de Apucarana, no norte do estado, foi indiciado por roubo pela Polícia Civil. As imagens de câmeras de segurança registraram o profissional presenciando um assalto agressivo contra um jovem de 25 anos, mas permanecendo imóvel, sem qualquer tentativa de intervenção ou socorro.

O episódio ocorreu em 4 de fevereiro, no estacionamento de motos da instituição, durante o recesso acadêmico, quando o local estava praticamente vazio. A vítima havia marcado um encontro para vender um celular anunciado online, confiando na segurança do ambiente universitário. Por volta das 18h26, o assaltante, um homem de 23 anos, surpreendeu o rapaz pelas costas, aplicou um golpe de enforcamento conhecido como "mata-leão" para imobilizá-lo e roubou sua mochila com o aparelho.

Enquanto a vítima era agredida e caía no chão, o segurança aproximou-se, posicionou-se na calçada próxima, observou a cena por algum tempo e, em determinado momento, pareceu gesticular para alguém distante, mas logo se afastou quando os envolvidos saíram correndo do local.

Após denúncia da vítima, a Polícia Civil investigou, identificou o assaltante e o prendeu preventivamente em 6 de março. Em depoimento, ele admitiu a autoria das agressões e do roubo.O vigilante, de 43 anos, foi ouvido na delegacia, mas optou pelo silêncio ao ser questionado sobre protocolos de defesa pessoal e obrigações legais da profissão. O delegado André Garcia fundamentou o indiciamento na Lei 14.967/2024, que regula a segurança privada e impõe deveres como a proteção à vida e à integridade física das pessoas sob sua responsabilidade. Para o delegado, a inação do profissional configurou omissão penalmente relevante, facilitando o crime e caracterizando participação no roubo.

A Unespar informou que afastou imediatamente o colaborador por meio de ofício à empresa terceirizada e forneceu as gravações à polícia, reiterando seu compromisso com a segurança da comunidade acadêmica.

O inquérito foi remetido ao Ministério Público do Paraná, que avaliará se apresenta denúncia contra os envolvidos. As identidades dos envolvidos não foram reveladas pelas autoridades.


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