Síndico confessa assassinato de corretora e leva polícia ao corpo em Goiás

Cleber Rosa de Oliveira admitiu ter matado Daiane Alves de Souza no subsolo do condomínio após discussão; corpo foi encontrado em mata em Ipameri após 42 dias de desaparecimento, e filho do suspeito também foi preso por suspeita de ocultação de provas
Por: Brado Jornal 29.jan.2026 às 07h01
Síndico confessa assassinato de corretora e leva polícia ao corpo em Goiás
Reprodução
O síndico Cleber Rosa de Oliveira, de 49 anos, confessou ter assassinado a corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, de 43 anos, e indicou à polícia o local onde abandonou o corpo, em uma área de mata às margens da GO-213, no município de Ipameri, a cerca de 15 km de Caldas Novas, no sul de Goiás.

Daiane desapareceu em 17 de dezembro de 2025, após ser vista pela última vez descendo ao subsolo do condomínio Amethist Tower, onde morava e trabalhava cuidando de apartamentos de aluguel por temporada da família. Ela havia ido ao local para verificar interrupções intencionais de energia elétrica em seu apartamento, prática que a família atribuiu a ações deliberadas do síndico.

O crime ocorreu no subsolo do prédio, após uma discussão acalorada entre Cleber e a vítima. Segundo a Polícia Civil de Goiás, o síndico usou as escadas internas para evitar ser captado pelas câmeras de segurança e colocou o corpo na carroceria de sua picape antes de sair do condomínio por volta das 20h, conforme imagens registradas. Ele afirmou ter agido sozinho.

Cleber foi preso na madrugada de 28 de janeiro de 2026, junto com seu filho Maicon Douglas de Oliveira, suspeito de auxiliar na ocultação de provas, incluindo manipulação ou tentativa de apagar imagens do circuito interno. O porteiro do prédio foi levado coercitivamente para depor, mas não é considerado suspeito.

O corpo de Daiane, em avançado estado de decomposição, foi localizado na tarde de 28 de janeiro de 2026 após a confissão e foi removido com auxílio do Corpo de Bombeiros. O cadáver foi transferido para o Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia, onde a necropsia está em andamento; o laudo da causa da morte deve sair em cerca de 10 dias.

O caso tem histórico de conflitos: entre fevereiro e novembro de 2025, Cleber foi denunciado pelo Ministério Público de Goiás por perseguição, com condutas que incluíam monitoramento constante, interrupções de energia, ameaças à integridade física e psicológica, perturbação de atividades profissionais e agressões que afetavam a liberdade e privacidade de Daiane. Os desentendimentos iniciaram em novembro de 2024, quando ela alugou um apartamento da mãe para duas famílias de turistas (nove pessoas no total), excedendo as regras condominiais.

A investigação continua para esclarecer detalhes adicionais, incluindo a motivação exata e o possível envolvimento de terceiros. O apartamento do síndico foi depredado e pichado após as prisões.


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