O adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos, não resistiu aos ferimentos graves e morreu na manhã deste sábado (7 de fevereiro de 2026), no Hospital Brasília, localizado em Águas Claras, Distrito Federal. Ele permanecia internado desde o dia 23 de janeiro, quando foi vítima de uma agressão durante briga na saída de uma festa em Vicente Pires, região administrativa de Brasília.
A confusão teve início por motivo aparentemente trivial: o piloto Pedro Turra, então com 19 anos e competidor na Fórmula Delta, arremessou um chiclete mascado em direção a um amigo da vítima, o que gerou discussão. Turra desceu do veículo e partiu para as agressões físicas contra Rodrigo, que, na troca de socos, bateu violentamente a cabeça na porta de um carro. O impacto provocou traumatismo craniano severo e uma parada cardiorrespiratória que durou 12 minutos.
O jovem foi levado às pressas para atendimento médico e colocado em coma induzido para estabilização. Apesar dos esforços da equipe hospitalar, o quadro evoluiu para irreversível nas últimas horas, levando à confirmação do óbito. A informação foi repassada pelo advogado da família, Albert Halex.
Pedro Turra foi inicialmente preso em flagrante logo após o episódio, mas liberado após pagamento de fiança de R$ 24 mil, respondendo em liberdade por lesão corporal grave. Com a gravidade do caso e a repercussão nacional, ele voltou a ser detido preventivamente em 2 de fevereiro e permanece no Centro de Detenção Provisória (CDP) do Complexo Penitenciário da Papuda.
A Fórmula Delta anunciou o desligamento imediato do piloto em 26 de janeiro, após o incidente ganhar destaque. Na sexta-feira (6), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou pedido de habeas corpus apresentado pela defesa.
A defesa de Turra, representada pelo advogado Eder Fior, manifestou indignação com a exposição midiática do caso e alegou que o acusado sofreu ameaças de morte. Segundo a nota enviada, policiais teriam desrespeitado ordem judicial de preservação da imagem do custodiado, expondo-o de forma degradante e aumentando riscos à sua segurança.
Com o falecimento da vítima, a tipificação do crime pode ser alterada para homicídio, possivelmente doloso ou culposo, dependendo da conclusão da perícia e do inquérito policial em andamento. A Polícia Civil do Distrito Federal investiga o caso, que envolve indícios de outros episódios de violência atribuídos ao agressor.
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