O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) informou que deverá pagar aproximadamente R$ 4,9 bilhões para cobrir depósitos e investimentos elegíveis de cerca de 160 mil credores do Banco Pleno, cuja liquidação extrajudicial foi decretada pelo Banco Central (BC) nesta quarta-feira (18 de fevereiro de 2026).
A medida atinge o Banco Pleno S.A. e a Pleno DTVM, instituições de pequeno porte no Sistema Financeiro Nacional (SFN), que representam fração mínima dos ativos e captações totais (0,04% e 0,05%, respectivamente). O Banco Pleno, anteriormente chamado Voiter, integrou o conglomerado do Banco Master até agosto de 2025, quando passou para o controle do empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro.
O FGC estima que o valor total de garantias a serem honradas soma R$ 4,9 bilhões, somando-se aos R$ 40,6 bilhões do Master e R$ 6,3 bilhões do Will Bank, elevando a exposição total do fundo no caso para cerca de R$ 51,8 bilhões. O patrimônio do FGC está em torno de R$ 160 bilhões, com R$ 125 bilhões disponíveis para uso imediato.
A cobertura do fundo aplica-se a produtos como Certificados de Depósito Bancário (CDB), Recibos de Depósito Bancário (RDB), Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), limitados a R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por instituição (com teto global de R$ 1 milhão). Valores acima desse limite ficam como saldo remanescente, sujeitos à venda de ativos pelo liquidante nomeado pelo BC, o que pode gerar uma diferença não coberta estimada em R$ 1,9 bilhão.
O processo de ressarcimento não é automático: os credores devem aguardar a conclusão do levantamento de dados pelo liquidante, preencher solicitação pelo aplicativo do FGC e informar a conta bancária desejada para o crédito. Após isso, o fundo divulgará cronograma de pagamentos.
A liquidação do Pleno é a oitava instituição ligada ao caso Master a entrar em regime especial desde novembro de 2025 (incluindo Master, Will Bank, Master Investimentos, Letsbank, Master Corretora, Reag Trust e outras). O BC justificou a medida pela deterioração da liquidez, agravamento da situação econômico-financeira e descumprimento de normas regulatórias.
O fundo não cobre instituições de pagamento nem cooperativas de crédito (estas possuem o FGCoop próprio). A autoridade monetária sinalizou que novas sanções podem ocorrer no âmbito da investigação.
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