O preço da gasolina na Bahia registra elevação acumulada de cerca de 40% em período recente, intensificando discussões sobre a política tributária estadual. O governador Jerônimo Rodrigues (PT) optou por não promover redução no ICMS aplicado ao combustível, mantendo a cobrança fixa por litro em torno de R$ 1,57 para gasolina e R$ 1,17 para diesel, valores estabelecidos no modelo monofásico adotado via Confaz.
A alta reflete reajustes anunciados pela Refinaria de Mataripe (Acelen), que elevou os valores repassados às distribuidoras, com impactos que chegam a até 20% no diesel e percentuais menores, mas significativos, na gasolina. Esses ajustes acompanham a volatilidade do petróleo no mercado global, agravada por tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Críticas ao governo estadual partem de opositores políticos, como o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), que destacou a Bahia como o único estado brasileiro sem medidas de alívio no ICMS dos combustíveis, especialmente no diesel usado no transporte público. Segundo ele, o aumento de até 90 centavos no diesel pressiona diretamente a tarifa de ônibus, afetando a população.
Outras vozes, incluindo o ex-prefeito ACM Neto (União Brasil) e deputados como Tiago Correia (PSDB) e Raíssa Soares (PL), cobram ações emergenciais, como zeragem temporária ou redução do imposto estadual para mitigar o impacto no bolso do consumidor e na economia, dada a dependência do transporte rodoviário.
Propostas nesse sentido foram encaminhadas ao Palácio de Ondina, mas não avançaram. O governo baiano tem argumentado que a principal responsabilidade pelos preços reside em fatores federais e internacionais, com foco em fiscalização via Procon para evitar abusos nos postos.
Em alguns municípios baianos, a gasolina já ultrapassa R$ 7,00 ou se aproxima de R$ 7,50 em postos, gerando reclamações de motoristas e entidades do setor. O Sindicombustíveis e similares reforçam que a carga tributária elevada no estado contribui para o encarecimento final, mesmo com variações no preço de referência das refinarias.
A ausência de ajuste no ICMS contrasta com decisões de outros estados que adotaram reduções ou isenções parciais em momentos de alta, ampliando o debate político na Bahia às vésperas de eleições.
Fonte: Informe Baiano
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