O número de recuperações judiciais no Brasil cresceu 13% em 2025 e atingiu um novo recorde histórico. Ao longo do ano passado, 2.847 empresas entraram com pedido de recuperação judicial, segundo dados da Serasa Experian divulgados nesta quarta-feira (8).
O volume superou o recorde anterior, registrado em 2020, durante a pandemia de covid-19. Especialistas atribuem o aumento à combinação de juros altos, inflação persistente, queda no consumo e dificuldades de acesso ao crédito.
O setor de varejo foi o mais afetado, respondendo por 28% dos pedidos. Em seguida aparecem os segmentos de construção civil (19%), indústria (17%) e serviços (15%). Micro e pequenas empresas representaram 62% dos casos.
Na comparação regional, São Paulo liderou com o maior número absoluto de recuperações judiciais, seguido por Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. A região Nordeste registrou o maior crescimento percentual em relação a 2024.
Analistas avaliam que o cenário econômico ainda desafiador deve manter o patamar elevado de recuperações judiciais ao longo de 2026, especialmente com o calendário eleitoral influenciando decisões de investimento e crédito.
A recuperação judicial permite que empresas em dificuldade financeira negociem dívidas com credores sob supervisão da Justiça, evitando a falência imediata. No entanto, especialistas alertam que muitos casos terminam em liquidação judicial quando não há viabilidade econômica.
O recorde de 2025 reforça a pressão sobre o Judiciário e sobre o sistema financeiro, que acumula prejuízos com créditos não honrados.
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