A Polícia Civil da Bahia identificou a influência do Comando Vermelho (CV) em um esquema de falsos flanelinhas no bairro do Rio Vermelho, uma das áreas mais movimentadas e turísticas da capital baiana.
A prática de cobrança irregular por vagas de estacionamento servia como fonte de arrecadação para a facção criminosa, aproveitando a proximidade com o Complexo do Nordeste de Amaralina, reduto tradicional do grupo.
De acordo com as investigações conduzidas pelo Setor de Investigação da 7ª Delegacia Territorial (DT) do Rio Vermelho, os suspeitos atuavam de forma organizada em ruas de grande circulação, exigindo pagamento de motoristas sob ameaça implícita ou explícita.
A polícia afirma que a região está sob domínio exclusivo do CV, sem espaço para atuação de facções rivais ou guardadores independentes, o que reforça o caráter de controle territorial.
Três pessoas foram presas durante a operação recente. Entre os detidos está Carlos Alberto Santos Silva, conhecido como “Fumaça”, apontado como líder do esquema no local e capturado no dia 9 de janeiro no próprio bairro. Outro nome citado é Adimanel, traficante associado ao grupo criminoso e que aparece em registros policiais ligados à facção.
A apreensão e as prisões ocorreram após monitoramento e denúncias de moradores e motoristas, que relatavam extorsão diária. A Polícia Civil destaca que o esquema vai além da simples cobrança irregular: serve para monitorar o território, arrecadar recursos para o tráfico e impedir avanço de concorrentes.
As investigações continuam para mapear outros envolvidos e identificar possíveis ramificações financeiras ou logísticas do CV na área.
O Rio Vermelho, conhecido por sua vida noturna, bares, restaurantes e proximidade ao mar, tem registrado aumento de reclamações sobre flanelinhas nos últimos anos, o que levou à intensificação de ações policiais integradas.
A presença confirmada do Comando Vermelho nessa atividade reforça preocupações sobre a expansão da influência de facções em zonas urbanas centrais e turísticas de Salvador.
Até o momento, não há informações sobre quantias apreendidas ou bens confiscados, mas a polícia reforça que o foco é desarticular fontes alternativas de financiamento do crime organizado.
As autoridades não divulgaram novas prisões ou atualizações imediatas após a identificação inicial do esquema.
Deixe sua opinião!
Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.
Sem comentários
Seja o primeiro a comentar nesta matéria!
Carregando...