A Polícia Federal (PF) lançou na manhã desta terça-feira (27 de janeiro de 2026) a Operação Saúde Fraudada, que visa desarticular uma organização suspeita de fraudar licitações e contratos na área da saúde em diversos municípios brasileiros.
De acordo com a corporação, o grupo atuava desde 2019 e teria causado prejuízo superior a R$ 50 milhões aos cofres públicos por meio de práticas como superfaturamento de preços, apresentação de propostas fictícias, direcionamento de certames e pagamento de propinas a agentes públicos envolvidos.
Os mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares como bloqueio de bens e afastamento de funções, estão sendo cumpridos em quatro estados, São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, e no Distrito Federal. Ao todo, são 28 ordens judiciais expedidas pela 13ª Vara Federal da Seção Judiciária de Minas Gerais, a pedido do Ministério Público Federal (MPF).
A investigação, conduzida pela Delegacia de Repressão a Crimes contra o Sistema Financeiro e a Administração Pública da PF em Belo Horizonte, começou a partir de indícios coletados em auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério da Saúde, que apontaram irregularidades em pregões e contratações emergenciais para aquisição de medicamentos, equipamentos hospitalares e insumos durante a pandemia e após ela.
Entre as empresas investigadas estão distribuidoras de produtos farmacêuticos e prestadoras de serviços de logística que teriam formado cartel para eliminar a concorrência real e garantir margens abusivas nos contratos. Parte dos recursos desviados teria sido lavada por meio de simulações de operações comerciais e transferências para contas de laranjas.
A PF informou que a operação conta com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e do TCU, e que as provas obtidas até o momento incluem documentos, e-mails, mensagens e movimentações financeiras que comprovam o esquema. Os investigados podem responder por crimes como organização criminosa, corrupção ativa e passiva, fraude à licitação, peculato e lavagem de dinheiro, com penas que podem ultrapassar 20 anos de reclusão.
As buscas continuam em andamento e novas prisões preventivas ou temporárias não foram descartadas. O nome da operação faz referência direta ao foco nas fraudes que comprometeram recursos destinados à saúde pública.
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