Cármen Lúcia dá prazo para PGR se manifestar sobre possível interferência de Bolsonaro no caso MEC

Presidente pode ter passado informações sigilosas para o então ministro Milton Ribeiro sobre investigação deflagradas contra ele
Por: Brado Jornal 07.jul.2022 às 13h00
Cármen Lúcia dá prazo para PGR se manifestar sobre possível interferência de Bolsonaro no caso MEC
Agência Brasil

Para a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, os indícios de interferência do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), no caso de suspeitas de corrupção do Ministério da Educação são fortes. Depois de ter acesso às gravações e todo o conteúdo da investigação, que terminou com a prisão e soltura do ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, e de pastores e lobistas, caberá agora à Procuradoria-geral da República avaliar se abre ou não uma investigação contra o presidente Bolsonaro.

A equipe de Augusto Aras terá acesso ao inquérito da Polícia Federal, que tem áudios, depoimentos e provas da investigação. Neste momento, o presidente Bolsonaro não é alvo de investigação do caso do MEC, mas, de acordo com a PF, o presidente sabia de tudo. Agora, cabe à equipe do PGR Aras decidir se abre ou não uma investigação formal contra Bolsonaro. O delegado responsável pela operação, Bruno Calandrini, em mensagem enviada aos colegas da PF, apontou interferência na investigação. Segundo Calandrini, Milton Ribeiro estava ciente da execução de busca e apreensão, como mostra o grampo telefônico autorizado pela justiça. Na conversa por telefone, Milton afirmou à filha que recebeu uma ligação do presidente Bolsonaro na qual ele dizia temer que o ministro fosse alvo de uma operação da PF. Na conversa, Ribeiro também fala da possibilidade de ser alvo de busca e apreensão, como de fato ocorreu dias depois.

Por causa das suspeitas, a investigação foi encaminhada ao STF, uma vez que o presidente da República possui foro privilegiado por prerrogativa de função. O Ministério Público Federal também viu forte interferência e, com base nas ligações interceptadas e nas afirmações do delegado e de testemunhas, pediu à justiça para investigar uma eventual participação de Bolsonaro no caso do MEC. Com isso, o juiz Renato Borelli, da 15ª Vara da Justiça Federal de Brasília, atendeu ao pedido do MPF e remeteu o caso para o STF.



📲 Baixe agora o aplicativo oficial da BRADO
e receba os principais destaques do dia em primeira mão
O que estão dizendo

Deixe sua opinião!

Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.

Sem comentários

Seja o primeiro a comentar nesta matéria!

Carregar mais
Carregando...

Carregando...

Veja Também
Partido Missão tem sua primeira lei sancionada pela Presidência da República
Lei nº 15.397/2026 endurece penas para crimes patrimoniais e tipifica novas condutas no Código Penal
Eduardo Bolsonaro ignora base bolsonarista e apoia centrão André do Prado para o Senado
Deputado federal descarta nomes como Ricardo Salles e Derrite e oficializa preferência por presidente da Alesp
Flávio Bolsonaro e Valdemar se reúnem com empresários em Miami
Senador amplia contatos com o setor privado após avanço nas pesquisas eleitorais; presidente do PL participou do jantar
Chico Salles busca recuperar prejuízo no Banco Master
Empresário baiano, fundador de importantes instituições de ensino e editora, processa executivos após perder centenas de milhares de reais em investimentos no banco liquidado
Carregando..