Lula, a governadores: É preciso acabar com ‘ofensas em shoppings e aeroportos’

Em discurso nesta sexta-feira, o presidente também defendeu o fim da 'judicialização da política'
Por: Brado Jornal 27.jan.2023 às 16h36
Lula, a governadores: É preciso acabar com ‘ofensas em shoppings e aeroportos’
Divulgação

Em reunião na manhã desta sexta-feira, 27, com os governadores dos 26 Estados e do Distrito Federal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a pacificação da política, afirmando que manterá uma relação civilizada e institucional com os mandantes estaduais, independentemente de partido político.

O petista afirmou que orientou os ministros a adotarem o mesmo procedimento, avisando governadores e deputados quando fizerem visitas aos Estados. Segundo ele, o comportamento “civilizado” dos políticos poderá influenciar a população, que frequentemente tem hostilizado parlamentares, membros do Executivo e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

“É importante que a gente transforme a política numa arte civilizada. Afinal de contas, é essa a coisa mais importante que a gente pode passar ao povo brasileiro: é acabar com a ofensa que muita gente sofre no aeroporto, é acabar com a ofensa que muita gente sofre no shopping, é acabar com a ofensa que muita gente sofre no restaurante”, declarou Lula, na reunião, cuja primeira parte foi aberta à imprensa e transmitida pelas redes sociais oficiais do presidente.

“O Brasil não era assim. A gente não era inimigo; a gente era simplesmente adversário, e isso tem de voltar a acontecer no país. Esse é um dos papéis que eu acho que posso cumprir: tornar a política brasileira mais civilizada”, acrescentou o petista.

No discurso inicial, Lula também falou sobre a crescente judicialização da política, fenômeno que acompanhou praticamente todo o governo do antecessor. Sem conseguir vitórias em negociações ou em votações, os partidos de esquerda — a oposição a Jair Bolsonaro — recorreram frequentemente ao Judiciário para garantir a prevalência de suas posições.

Agora, no governo, Lula quer que a política seja executada no campo político, e sem levar tudo ao Judiciário. “Nós temos culpa de tanta judicialização. A gente perde uma coisa no Congresso Nacional, ao invés de aceitar as regras do jogo democrático de que a maioria vença e a minoria cumpra o que foi aprovado, a gente recorre a uma outra instância para ver se a gente consegue ganhar. É preciso que a gente pare com esse método de fazer política”, discursou Lula.



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