PF investiga indícios de ‘rachadinha’ no gabinete da deputada Lucinha na Alerj

A suspeita veio à tona durante a análise do material apreendido pelo MP e pela PF durante uma operação
Por: Brado Jornal 06.fev.2024 às 16h20 - Atualizado: 06.fev.2024 às 15h15
PF investiga indícios de ‘rachadinha’ no gabinete da deputada Lucinha na Alerj
Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) está investigando suspeitas de prática de ‘rachadinha’ no gabinete da deputada estadual Lucinha (PSD) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A suspeita veio à tona durante a análise do material apreendido pelo Ministério Público (MP) e pela PF durante uma operação que revelou possíveis vínculos entre a parlamentar e uma milícia liderada por Luis Antônio da Silva Braga, conhecido como Zinho.

Agentes apreenderam informações contábeis e dinheiro na residência da deputada, indicando, segundo a PF, indícios da prática de ‘rachadinha’. A investigação revelou que pelo menos 11 funcionários estariam recebendo salários menores do que o valor registrado em seus contra-cheques da Alerj. Alguns funcionários, conforme apurado pela TV Globo, tiveram até 60% do valor de seus salários desviados.

Por exemplo, o assessor Leonardo, cujo contra-cheque indicava um salário de R$ 9,217 mil, recebia apenas 22% desse valor, aproximadamente R$ 7 mil. Já a funcionária Vanessa deveria receber R$ 9,42 mil, mas encontraram apenas 60% desse valor em um envelope identificado com seu nome, totalizando cerca de R$ 5,424 mil.

Lucinha já está respondendo a um processo por suspeita de ‘rachadinha’ em seu gabinete. O Ministério Público a acusa de desviar mais de R$ 173 mil entre 2011 e 2015, em benefício próprio e de terceiros. Esse processo está em fase final na Justiça do Rio.

Além disso, a PF investiga se os supostos funcionários da deputada têm ligações com grupos milicianos. Durante as buscas na casa de Lucinha, encontraram uma planilha com os repasses mensais feitos a esses trabalhadores. Um nome em particular chama atenção: Lays Heloise Mayworm, cujo salário era de R$ 4,8 mil, ao lado do qual estava escrito “Chumbinho”.

Segundo as investigações, “Chumbinho” é Vanildo Ferreira de Lima, conhecido por seu envolvimento em atividades de transporte alternativo e denunciado na CPI das Milícias em 2008. Ele é o sogro da funcionária que consta na lista de pagamentos da deputada, e a polícia vai investigar a razão de seu nome estar presente nessa relação.



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