STF extingue ações contra ex-ministros de FHC

MPF acionou a Justiça em 1995 e 1996 por suposta improbidade administrativa de Pedro Malan, José Serra e Pedro Parente
Por: Brado Jornal 16.abr.2024 às 16h45 - Atualizado: 16.abr.2024 às 17h10
STF extingue ações contra ex-ministros de FHC
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal determinou a extinção, sem julgamento, de 2 processos por suspeitas de improbidade contra ex-ministros do governo Fernando Henrique Cardoso. As ações envolviam Pedro Malan, José Serra e Pedro Parente. 

A análise do caso foi realizada em plenário virtual de 5 a 12 de abril. Na modalidade, os magistrados depositam seus votos e não há discussão. O ministro da Corte e relator da ação, Alexandre de Moraes, votou pela derrubada dos processos. Ele foi seguido por todos os magistrados que compõem a 1ª Turma: Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux. 

Os processos foram ajuizados pelo Ministério Público Federal em dezembro de 1995 e janeiro de 1996, por suposta prática de atos de improbidade administrativa. Esses atos teriam sido cometidos a partir de agosto de 1995, quando o Conselho Monetário Nacional criou o Proer (Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional).

O MPF questionou, entre outras coisas, a assistência financeira de R$ 2,9 bilhões fornecida ao Banco Econômico S.A. pelo Banco Central. 

Em seu voto, Moraes argumentou que, na acusação do MPF, “não há imputação de conduta dolosa de improbidade, mas apenas descrição de conduta culposa, consistente na análise equivocada da legislação de regência, acreditando os imputados, ora reclamantes, que agiam de acordo com autorização legal, seja por meio da legislação própria, seja pelo ato autorizador emanado do Conselho Monetário Nacional”. 

A Lei de Improbidade Administrativa diz que é preciso comprovar que houve dolo, ou seja, intenção de cometer ato ilícito.

Segundo Moraes, o Ministério Público “imputa aos réus a omissão no cumprimento do dever de impedir operações e de tomar medidas acautelatórias, sem indicar ou descrever dolo na conduta, mas sim negligência e imperícia na condução de atos” do Banco Central. 

“Percebe-se, portanto, que as ações originárias não imputam atos de improbidade administrativa dolosos, mas sim culposos”, lê-se no voto de Moraes. 



📲 Baixe agora o aplicativo oficial da BRADO
e receba os principais destaques do dia em primeira mão
O que estão dizendo

Deixe sua opinião!

Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.

Sem comentários

Seja o primeiro a comentar nesta matéria!

Carregar mais
Carregando...

Carregando...

Veja Também
Novo contrato eleva gastos com táxi aéreo da Alba em 2.000% em dez anos
Casa Legislativa renova serviço com Aerotáxi Abaeté e prevê limite de R$ 11,3 milhões para deslocamentos de deputados
Fim da escala 6x1 avança na Câmara
Propostas de redução da jornada de trabalho começam a tramitar na CCJ
Flávio Bolsonaro afirma que Nikolas Ferreira não disputará o governo de Minas Gerais por falta de interesse
Senador e pré-candidato à Presidência revela que o deputado recusou a ideia de aliança com centrão para fortalecer palanque bolsonarista no segundo maior colégio eleitoral do país; PL avalia outras opções, como Cleitinho, enquanto Zema mantém influência via vice
MC Carol pede doações após assalto em São Gonçalo
Funkeira cria vaquinha online para repor itens roubados por criminosos armados; "artista" afirma que não tem vergonha de recorrer aos fãs e acredita em recompensa divina após superar dificuldades
Gilmar Mendes defende no STF a descriminalização de pequenas quantidades de cocaína e maconha para consumo próprio
Ministro argumenta que porte de 0,8g de cocaína e 2,3g de maconha não justifica punição penal por baixa ofensividade; julgamento na 2ª Turma é suspenso por pedido de vista de André Mendonça, ampliando debate iniciado com maconha em 2024
CPI do Crime Organizado adia oitivas com governadores para após o carnaval
Depoimentos de Raquel Lyra (PE) e Cláudio Castro (RJ), marcados para 10 e 11 de fevereiro, foram cancelados; comissão retoma trabalhos somente em duas semanas, impactando também a CPI do INSS
Carregando..