Malafaia e Marcos Pereira discutem sobre anistia aos envolvidos nos atos de 8/1

Pastor critica resistência do deputado ao projeto de anistia, e disputa pública revela tensões dentro da política evangélica
Por: Brado Jornal 20.mar.2025 às 09h54
Malafaia e Marcos Pereira discutem sobre anistia aos envolvidos nos atos de 8/1
Reprodução/Instagram @silasmalafaia

O pastor Silas Malafaia e o presidente do partido Republicanos, deputado Marcos Pereira, protagonizaram uma troca de farpas acalorada nesta quarta-feira (19), após divergências sobre a proposta de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. A disputa começou quando Pereira, em declaração na terça-feira (18), se posicionou contra a votação do projeto neste momento, temendo que ele influenciasse as eleições de 2026.

Malafaia reagiu, publicando um vídeo nas redes sociais onde expressou indignação, chamando o deputado de "cretino" e acusando-o de envergonhar a Igreja Universal e a comunidade evangélica. O pastor também mencionou o apoio de figuras do Republicanos, como o governador Tarcísio de Freitas, à anistia, e pediu que os membros do partido tomassem uma posição mais clara sobre o tema.

Pereira não demorou a responder, acusando Malafaia de “exalar e transpirar ódio”. Em entrevista à CNN Brasil, o deputado afirmou que nunca se manifestou publicamente contra ou a favor da anistia, defendendo que sua posição é pela pacificação e que a discussão deve ser tratada com mais calma. Ele ainda afirmou que a pressão de Malafaia não o levaria a mudar sua postura.

A polêmica começou quando Pereira apontou que a questão da anistia era "sensível" e que o Republicanos ainda não havia discutido o tema oficialmente, embora houvesse uma tendência favorável entre os membros do partido. O deputado argumentou que a votação de tal projeto poderia afetar a governabilidade no futuro e que a aprovação do Congresso seria vetada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), retornando, então, à Câmara e ao Senado.

O tema continua gerando intensos debates políticos, com figuras chave do cenário evangélico se posicionando de maneiras diversas, o que reflete as divisões internas dentro do próprio campo político e religioso.



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