O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), declarou nesta sexta-feira (29.ago.2025), em entrevista ao *Diário do Grande ABC*, que seu primeiro ato como presidente da República, caso eleito em 2026, seria conceder indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente em prisão domiciliar. “Seria imediato, o primeiro ato. O que está acontecendo é completamente desproporcional”, afirmou Tarcísio, reforçando uma posição já expressa anteriormente em conversas com empresários e banqueiros.
Tarcísio tem intensificado esforços em prol de uma anistia para acusados de atos golpistas, tema que enfrenta resistência na Câmara dos Deputados. Durante recente evento do Republicanos em Brasília, com a presença do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o governador defendeu a medida como um “gesto de pacificação” e cobrou ações do Congresso. Ele também se reuniu com figuras do agronegócio e do setor financeiro após a prisão domiciliar de Bolsonaro, decretada em 4 de agosto, e buscou diálogo com o governo americano, encontrando-se com Gabriel Escobar, encarregado de negócios da embaixada dos EUA no Brasil.
Apesar de suas declarações, Tarcísio enfrentou críticas dentro do círculo de Bolsonaro. Um relatório da Polícia Federal revelou uma mensagem de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), enviada a seu pai em 17 de julho, na qual o deputado acusa o governador de omissão diante do julgamento de Jair no STF. “Tarcísio nunca te ajudou em nada no Supremo. Sempre ficou de braços cruzados vendo você se prejudicar, enquanto se prepara para 2026”, escreveu Eduardo, criticando a postura do governador, que, segundo ele, tentava se posicionar como “salvador da pátria”.
Embora seja apontado como potencial candidato à Presidência, Tarcísio negou estar na disputa. “Não sou candidato. Todo governador de São Paulo é visto como presidenciável por causa da relevância do estado”, declarou. Ele também afirmou em julho que qualquer candidato de centro-direita concederia indulto a Bolsonaro, visão compartilhada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que condicionou o apoio do ex-presidente a candidatos que defendam o indulto e enfrentem o STF, se necessário. O julgamento de Bolsonaro e outros sete réus, acusados de crimes contra a democracia, começa na terça-feira (2.set.2025) no Supremo Tribunal Federal.
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