Nikolas reage a Lula e chama ministro da Secom de “fraquinho”

Deputado anuncia processo contra presidente após acusação de ligação com crime organizado
Por: Brado Jornal 01.set.2025 às 07h52
Nikolas reage a Lula e chama ministro da Secom de “fraquinho”
Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou duramente o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira, chamando-o de “fraquinho” em uma publicação nas redes sociais na sexta-feira, 29 de agosto de 2025. A declaração veio como resposta a uma entrevista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Rádio Itatiaia, na qual Lula sugeriu, sem citar nomes, que “um deputado” teria feito campanha contra medidas da Receita Federal destinadas a combater o crime organizado, insinuando que tal ação beneficiava facções criminosas. Nikolas, que já havia se posicionado contra mudanças nas regras de fiscalização financeira, considerou a fala de Lula uma “mentira torpe, criminosa e irresponsável” e anunciou que processará o presidente por difamação.

Na entrevista, Lula afirmou que o crime organizado opera como “uma multinacional” presente em diversos setores, como política, futebol, Justiça e mercado internacional, prometendo “mostrar a cara de quem faz parte disso”. A Receita Federal, em conjunto com a Polícia Federal, revelou no dia anterior, 28 de agosto, um megaesquema de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor financeiro, destacando que a revogação de uma norma de fiscalização, após críticas como as de Nikolas, abriu brechas para a lavagem de dinheiro por meio de fintechs. O deputado, por sua vez, negou qualquer vínculo com atividades criminosas e afirmou que as acusações são infundadas, desafiando Palmeira a “fazer melhor do que isso” para prejudicá-lo.

Nikolas também reagiu à narrativa do governo, que associou sua campanha contra a fiscalização do Pix a benefícios para o crime organizado. Em janeiro de 2025, um vídeo do deputado criticando o monitoramento de transações acima de R$ 5.000 alcançou 300 milhões de visualizações, contribuindo para a revogação da medida. Ele defendeu que a norma afetaria trabalhadores informais, tratando-os como “grandes sonegadores”. A Receita Federal, no entanto, justificou que o objetivo era combater a sonegação de impostos, sem criar novos tributos.


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