Jair Bolsonaro deve acompanhar julgamento do STF remotamente

Ex-presidente, em prisão domiciliar, não solicitou autorização para comparecer presencialmente ao primeiro dia do julgamento sobre tentativa de golpe
Por: Brado Jornal 02.set.2025 às 07h50
Jair Bolsonaro deve acompanhar julgamento do STF remotamente
Foto: Antonio Augusto/STF
Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil, não deve estar presente fisicamente no Supremo Tribunal Federal (STF) na abertura do julgamento relacionado à suposta tentativa de golpe de Estado, marcado para esta terça-feira, 2 de setembro de 2025, em Brasília. Segundo fontes próximas, ele optará por acompanhar a sessão de forma remota, conforme permitido pelo tribunal, já que está cumprindo prisão domiciliar. Até o momento, Bolsonaro não apresentou ao STF qualquer pedido para deixar o regime domiciliar e comparecer à Corte, o que exigiria autorização do ministro Alexandre de Moraes.

A decisão de não comparecer presencialmente leva em conta a saúde debilitada do ex-presidente. De acordo com comunicado de seu filho, o vereador Carlos Bolsonaro, publicado na rede social X, Jair Bolsonaro enfrenta problemas como crises de soluço, vômitos e falta de apetite. “A saúde de Bolsonaro é uma preocupação”, informou Carlos na semana anterior ao julgamento.

Além disso, a defesa do ex-presidente considera que sua presença física no tribunal não seria necessária, já que a participação remota é uma opção válida para réus no processo.Outros réus do chamado “núcleo crucial” da suposta trama golpista, como Mauro Cid, Almir Garnier, Anderson Torres e Augusto Heleno, também devem acompanhar o julgamento à distância, já que não solicitaram presença no plenário. Apenas Alexandre Ramagem sinalizou possível comparecimento, conforme interlocutores informaram ao STF. O tribunal exige credenciamento prévio para acesso ao plenário, e sete congressistas já receberam autorização para assistir presencialmente, embora a lista de nomes não tenha sido divulgada para evitar agitação no local.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) visitou Bolsonaro na segunda-feira, 1º de setembro, e relatou que passou “duas horas em oração” com o ex-presidente, descrevendo o encontro como marcado por “abraços entre duas pessoas que se amam”. O ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), também teve visita autorizada por Alexandre de Moraes. Lira, que apoiou Bolsonaro em 2022, já criticou as medidas cautelares impostas ao ex-presidente, classificando-as como “exageradas” e capazes de acirrar os ânimos em um país “já polarizado”.

O julgamento, que começa nesta terça-feira, trata de cinco acusações contra Bolsonaro e outros réus, incluindo organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. As defesas de Anderson Torres e Augusto Heleno pediram autorização para apresentar material audiovisual durante suas sustentações orais, o que foi deferido pelo STF. A Corte também liberou o credenciamento de advogados para acompanhamento presencial, sem limite de vagas.


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