Avaliação do governo Lula estaciona, aponta pesquisa Genial/Quaest

Estagnação na popularidade reflete desafios econômicos e políticos em 2025
Por: Brado Jornal 19.set.2025 às 10h11
Avaliação do governo Lula estaciona, aponta pesquisa Genial/Quaest
Foto: Brenno Carvalho/O Globo
A mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada em 17 de setembro de 2025, revela que a aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) permaneceu estável, com 46% dos brasileiros aprovando a gestão e 51% desaprovando, números idênticos aos registrados em agosto. Realizado entre 12 e 14 de setembro com 2.004 entrevistados, o levantamento indica que a recuperação da popularidade do presidente, iniciada em julho, foi interrompida, marcando um cenário de estagnação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com 95% de confiança.

A percepção sobre a economia é apontada como um dos principais fatores para a falta de avanço na aprovação. Segundo a pesquisa, 58% dos brasileiros acreditam que o país está na direção errada, um leve aumento em relação aos 57% de agosto. Além disso, 48% dos entrevistados consideram que a economia piorou nos últimos 12 meses, contra 46% nas duas rodadas anteriores. “Pela 1ª vez desde outubro de 2024, cresceu a sensação de que está mais fácil conseguir emprego, passando de 34% para 41%”, destaca o levantamento, embora a percepção sobre a inflação tenha parado de melhorar, com 61% dos entrevistados apontando que os preços dos alimentos continuam altos.

A pesquisa também analisou a avaliação do governo por diferentes segmentos. No Nordeste, Lula mantém forte apoio, com 60% de aprovação e 37% de desaprovação. Já no Sul, a desaprovação chega a 60%, enquanto 39% aprovam. Entre as mulheres, há um empate técnico, com 48% de aprovação e 48% de desaprovação, enquanto os homens mostram maior rejeição, com 54% desaprovando e 44% aprovando. Por faixa etária, os maiores de 60 anos apresentam empate técnico (53% de aprovação contra 45% de desaprovação), enquanto os mais jovens (16 a 34 anos) registram 53% de desaprovação e 43% de aprovação.

No recorte por religião, os evangélicos seguem majoritariamente contrários ao governo, com 61% de desaprovação e 35% de aprovação, embora a diferença tenha diminuído para 26 pontos, a menor do ano. Entre os católicos, há empate técnico. Já entre os eleitores que votaram branco, nulo ou se abstiveram em 2022, a desaprovação caiu para 14 pontos, bem abaixo dos 38 registrados em maio.

A pesquisa também abordou o cenário político, apontando que 56% dos brasileiros acreditam que houve tentativa de golpe em 8 de janeiro, e 54% associam o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível, ao plano golpista. A condenação de Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão foi considerada exagerada por 49% dos entrevistados. No contexto eleitoral para 2026, Lula mantém liderança em todos os cenários de primeiro e segundo turno, com desempenho superior ao de adversários como Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ratinho Júnior (PSD), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (União). Ciro Gomes (PDT) apresenta desempenho semelhante aos demais opositores.

“50% dos entrevistados consideram que o desempenho do presidente Lula é pior do que o esperado”, aponta a pesquisa, um aumento de 5 pontos em relação a agosto. Apesar disso, a estabilidade nos índices sugere que o governo conseguiu reverter parte do desgaste observado em maio, quando a desaprovação atingiu 57% e a aprovação caiu para 40%, impactada por escândalos como o do INSS e pela percepção negativa sobre o custo de vida.

O levantamento indica que a percepção econômica e os desafios políticos, como o julgamento de Bolsonaro e a relação com o Congresso, continuam a influenciar a avaliação do governo. A estagnação da popularidade de Lula reflete um momento de equilíbrio delicado, com o governo enfrentando dificuldades para avançar em meio a um cenário de pessimismo econômico e polarização política.


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