Deputado Gustavo Gayer é indiciado pela PF por peculato, falsidade ideológica e associação criminosa

Em vídeo publicado nas redes sociais, Gayer confirmou o indiciamento, que também atinge todo o seu gabinete em Goiânia e até o filho dele.
Por: Brado Jornal 11.dez.2025 às 22h05
Deputado Gustavo Gayer é indiciado pela PF por peculato, falsidade ideológica e associação criminosa
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A Polícia Federal concluiu o inquérito e indiciou o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) por suspeita de desvio de verbas parlamentares, falsificação de documentos e participação em organização criminosa. O caso envolve o suposto uso irregular da cota parlamentar para manter um escritório político no mesmo imóvel que antes abrigava uma escola de inglês de propriedade do parlamentar.


Em vídeo publicado nas redes sociais, Gayer confirmou o indiciamento, que também atinge todo o seu gabinete em Goiânia e até o filho dele. O deputado negou qualquer irregularidade e afirmou ser vítima de perseguição conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pela relatoria do processo.


“Esqueci de alterar o endereço no contrato social”, justificou Gayer sobre o fato de o escritório político funcionar no local da antiga escola.


A investigação teve origem em outubro do ano passado, quando a Polícia Federal cumpriu mandados de busca autorizados por Moraes. Na ocasião, foram apreendidos R$ 70 mil em espécie na residência de um assessor do deputado e o telefone celular do próprio parlamentar. A operação apurava um esquema de criação de OSCIP fictícia e desvio de recursos de gabinetes para financiar atividades particulares, inclusive atos antidemocráticos.


Para o STF, Gustavo Gayer seria o “autor intelectual” e a “peça central” do grupo criminoso, tendo supostamente usado funcionários pagos com dinheiro público para serviços de interesse pessoal.


O relatório final da PF foi enviado sob sigilo ao Supremo. Cabe agora à Procuradoria-Geral da República decidir se apresenta ou não denúncia contra o deputado. A informação foi inicialmente divulgada pela CNN e confirmada pelo GLOBO.



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