Gilmar Mendes expressa confiança em Alexandre de Moraes e protege Dias Toffoli no escândalo do Banco Master

Decano do STF afirma que interações entre magistrados e advogados são rotineiras e destaca funcionamento das instituições
Por: Brado Jornal 23.dez.2025 às 10h05
Gilmar Mendes expressa confiança em Alexandre de Moraes e protege Dias Toffoli no escândalo do Banco Master
Foto: Fellipe Sampaio/STF
O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, manifestou nesta segunda-feira (22) apoio aos colegas Alexandre de Moraes e Dias Toffoli em meio às polêmicas relacionadas ao caso do Banco Master, investigado por fraudes bilionárias.

Gilmar declarou ter “absoluta confiança” em Moraes, especialmente após revelações de que o ministro teria contatado o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para defender interesses do banco, incluindo uma tentativa de venda ao BRB (Banco Regional de Brasília). O decano enfatizou que não vê irregularidades, apontando que a prisão do empresário Daniel Vorcaro, a liquidação do banco e o bloqueio da operação demonstram que “as instituições estão funcionando”.

Quanto a Toffoli, relator do inquérito sobre Vorcaro no STF, Gilmar minimizou a viagem compartilhada em jato particular com o advogado Augusto de Arruda Botelho que defende um ex-diretor do Banco Master para assistir à final da Copa Libertadores em Lima, no Peru. Ele afirmou não acreditar que tenham discutido algo além de futebol e reforçou que encontros entre juízes e advogados são comuns, ocorrendo em diversos contextos, inclusive nos gabinetes da Corte. Segundo o ministro, não há nada que Toffoli e o advogado possam ter discutido na viagem que não falariam também em um encontro agendado na Suprema Corte.

As controvérsias colocaram o STF no centro do debate. No caso de Moraes, destaca-se o contrato de R$ 129 milhões firmado pelo escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, com o Banco Master, prevendo pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões entre 2024 e 2027 para defesa de interesses junto a órgãos como Banco Central, Receita Federal e Congresso.

As revelações geraram reações no Congresso, com parlamentares cobrando apurações e reacendendo discussões sobre a adoção de um código de conduta específico para ministros do STF  proposta apoiada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, embora ainda sem consenso entre os membros.


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