A Polícia Federal prendeu Filipe Martins, ex-assessor internacional de Jair Bolsonaro, na manhã desta sexta-feira (2), em Ponta Grossa (PR). Ele foi detido em casa e encaminhado a um presídio local, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Martins, condenado no processo da tentativa de golpe de Estado — mas ainda com recursos pendentes, o que impede o cumprimento imediato da pena —, estava em prisão domiciliar e proibido de acessar redes sociais.
O alerta partiu do coronel reformado da Aeronáutica Ricardo Wagner Roquetti, que enviou e-mail ao gabinete de Moraes em 29 de dezembro. Ele informou que, no dia anterior, uma conta associada a Martins havia visualizado seu perfil no LinkedIn.
Roquetti enfatizou que não mantinha qualquer vínculo com o ex-assessor e que não existia motivo para a consulta. "A situação pode configurar violação de ordem judicial, justificando comunicação imediata à autoridade competente", escreveu, solicitando sigilo sobre sua identidade.
Após pedir esclarecimentos à defesa de Martins, Moraes decretou a prisão preventiva, considerando comprovado o descumprimento das medidas cautelares.
Roquetti foi exonerado de cargo diretivo no Ministério da Educação em março de 2019, logo no início do governo Bolsonaro, sob influência do filósofo Olavo de Carvalho, falecido em 2022. Desde então, o militar tem criticado publicamente figuras ligadas ao olavismo, grupo do qual Martins é seguidor.
Contactado, o coronel preferiu não comentar o caso.
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