Cláudio Castro exonera presidente da Rioprevidência

Governador do Rio de Janeiro afasta Deivis Marcon Antunes da autarquia em meio a investigação da Polícia Federal sobre aplicações irregulares no Banco Master
Por: Brado Jornal 25.jan.2026 às 09h02
Cláudio Castro exonera presidente da Rioprevidência
Foto: Rogério Santana/Governo RJ
O governador Cláudio Castro (PL) exonerou nesta sexta-feira (23) o presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado e ocorre no contexto da Operação Barco de Papel, deflagrada pela Polícia Federal no mesmo dia.

A operação investiga suspeitas de irregularidades em aplicações financeiras feitas pela Rioprevidência no Banco Master, liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em novembro de 2025. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão na sede da autarquia, que administra a previdência complementar dos servidores públicos estaduais do Rio de Janeiro.

Entre os alvos da PF estão o próprio Deivis Marcon Antunes, o ex-diretor de investimentos Eucherio Lerner Rodrigues e o ex-diretor interino Pedro Pinheiro Guerra Leal (exonerado em dezembro de 2025). As investigações apuram nove operações que totalizaram cerca de R$ 970 milhões em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master entre novembro de 2023 e julho de 2024.

A PF considera que esses investimentos expuseram o patrimônio da Rioprevidência a risco elevado e incompatível com o perfil previdenciário, que visa garantir aposentadorias e pensões de aproximadamente 235 mil servidores inativos. Os crimes sob apuração incluem gestão fraudulenta, desvio de recursos, indução em erro de repartição pública, fraude à fiscalização ou ao investidor, associação criminosa e corrupção passiva.

A exoneração de Deivis Marcon Antunes foi publicada sem motivação detalhada no decreto. O governo estadual não se pronunciou oficialmente sobre a relação entre a medida e a operação da Polícia Federal. A Rioprevidência, responsável pela previdência complementar de servidores civis e militares fluminenses, foi o fundo de pensão com maior exposição aos títulos do Banco Master.

A investigação faz parte do escopo maior das apurações sobre o Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro (preso preventivamente), com bloqueio de bilhões em bens e tramitação no Supremo Tribunal Federal.


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