O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, declarou nesta quarta-feira (28) à CNN que o principal objetivo de uma candidatura do PSD à Presidência da República é acabar com a influência do PT no poder, partido que, segundo ele, permanece no comando há quase duas décadas e tem causado atrasos significativos ao país.
Na noite anterior (27), Caiado anunciou sua saída do União Brasil e a filiação ao Partido Social Democrático, sigla presidida por Gilberto Kassab e que já abriga outros nomes cotados para a disputa presidencial: os governadores Ratinho Junior, do Paraná, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul.
"Todos nós estamos na condição de pré-candidatos. Vamos aguardar o trabalho dessa comissão para definir quem assumirá a responsabilidade de derrotar o petismo, que já governa o Brasil há tanto tempo e trouxe tanto prejuízo", afirmou o governador goiano.
Ele destacou que o desafio vai além de simplesmente vencer as eleições. "Não se trata apenas de colocar alguém na cadeira presidencial. É preciso identificar quem tem a estatura necessária para reorganizar o caos institucional, a desordem que o país enfrenta hoje. A população perdeu a esperança e não vê perspectiva em um governo que só discute o 8 de Janeiro, enquanto acumula escândalos de corrupção e episódios de violência sem oferecer soluções concretas", completou.
Caiado explicou que optou pelo PSD por considerar a legenda mais preparada para sustentar uma candidatura competitiva. "O partido tem musculatura política em todo o território nacional e uma bancada expressiva no Congresso, sendo a maior no Senado. Isso é essencial para viabilizar uma campanha presidencial séria", argumentou.
O governador mencionou ainda que a formação de federação entre o União Brasil e o Progressistas reduziu as possibilidades de uma candidatura própria dentro daquela sigla, o que motivou sua mudança. "Conversei abertamente com os companheiros de partido, todos compreenderam a decisão e eu segui para o PSD de forma tranquila", relatou.
Com a filiação oficializada, Caiado passa a integrar um grupo de três governadores do mesmo partido que se colocam como opções para representar o PSD na corrida pelo Palácio do Planalto em 2026.
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