O presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou nota oficial nesta terça-feira (27 de janeiro de 2026), data em que se comemora o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, reafirmando o repúdio do Brasil ao antissemitismo e à negação do genocídio nazista.
Na mensagem publicada nas redes sociais e no site oficial do Planalto, Lula destacou que o Holocausto representa uma das maiores tragédias da história da humanidade, com seis milhões de judeus assassinados de forma sistemática pelo regime nazista. O texto enfatiza a importância de preservar a memória das vítimas para combater o ódio, o preconceito e qualquer forma de discriminação, afirmando que “negar ou relativizar o Holocausto é crime contra a consciência humana”.
A nota ressalta o compromisso histórico do Brasil com os direitos humanos, a tolerância e a convivência pacífica entre os povos, e condena veementemente qualquer manifestação de antissemitismo, xenofobia ou racismo. O presidente lembrou que o país abriga uma das maiores comunidades judaicas da América Latina e que sempre defendeu o diálogo e a coexistência entre diferentes religiões e culturas.
A publicação ocorre um dia após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ter classificado Lula como antissemita durante agenda em Israel, citando declarações passadas do presidente brasileiro sobre o conflito em Gaza e o que o parlamentar considera um padrão de hostilidade ao Estado de Israel e à comunidade judaica. Flávio fez a acusação em meio a eventos de comemoração do Dia do Holocausto em Jerusalém, reforçando o apoio do bolsonarismo ao governo israelense.

A nota de Lula não menciona diretamente o senador ou as acusações, mas é interpretada por aliados do governo como resposta indireta às críticas. O Palácio do Planalto evitou confrontos públicos sobre o episódio, optando por manter o foco na memória histórica e nos valores democráticos.
A mensagem presidencial reforça a posição tradicional da diplomacia brasileira de condenação ao nazismo e de apoio à luta contra o antissemitismo, ao mesmo tempo em que mantém a crítica às ações militares de Israel em Gaza, tema que gerou atritos com o governo israelense desde fevereiro de 2024.
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