A deputada federal Caroline de Toni (atualmente no PL-SC) decidiu deixar o Partido Liberal após reunião realizada na tarde de quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026, com o presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto.
Durante o encontro, Valdemar comunicou que as duas vagas destinadas à disputa pelo Senado em Santa Catarina já estavam definidas: uma seria ocupada pelo vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e a outra reservada a um nome indicado pela federação formada entre União Brasil e PP (Partido Progressistas).
O presidente do PL ofereceu à deputada duas opções alternativas: candidatura a vice-governadora na chapa majoritária ou busca pela reeleição à Câmara, com a promessa de assumir a liderança da bancada do partido a partir de 2027. Caroline de Toni recusou ambas as propostas.
Embora ainda não tenha definido para qual legenda migrará, nomes como Republicanos e Avante aparecem entre as possibilidades consideradas pela parlamentar.
A decisão da Executiva Nacional do PL contrasta com manifestações anteriores favoráveis a uma chapa exclusivamente do partido para o Senado, composta por De Toni e Carlos Bolsonaro. O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), que também comanda o diretório estadual, havia declarado publicamente na terça-feira, 3 de fevereiro, durante agenda em Brasília, que respaldaria a candidatura da deputada.
Com a saída anunciada por Caroline de Toni, o apoio oficial do PL em Santa Catarina deve ser direcionado ao senador Esperidião Amin (PP), atual ocupante da vaga.
Segundo informações apuradas, os presidentes nacionais do União Brasil, Antônio Rueda, e do PP, Ciro Nogueira, exerceram pressão para que uma das candidaturas ao Senado fosse garantida à federação. Ambos teriam alertado o PL de que, em caso de insistência em lançar chapa própria, apoiariam um concorrente ao governo estadual contra Jorginho Mello.
O deputado Fábio Schiochet (União Brasil-SC), que coordena a federação União Brasil-PP em Santa Catarina, afirmou que o PL teria até o final de fevereiro para optar entre De Toni e Carlos Bolsonaro. Caso não haja definição, os partidos da federação indicaram que respaldarão o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), na disputa pelo governo do estado.
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