O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) negou veementemente rumores de que estaria deixando o Partido Liberal, legenda presidida por Valdemar Costa Neto e associada ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em contato com a coluna de Paulo Cappelli, no Metrópoles, o parlamentar afirmou que não há intenção de romper com a sigla e que as discussões internas estão evoluindo para um acordo.
A principal fonte de atrito envolveu a estratégia de filiações do PL em Minas Gerais para as eleições à Câmara dos Deputados. Nikolas, reconhecido como um forte puxador de votos, foi o deputado mais votado do país em 2022, expressou preocupação com nomes que a direção pretendia trazer para o estado. O ponto crítico foi a possibilidade de filiação do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, que cumpre pena por corrupção e lavagem de dinheiro, está sem partido e manifestou interesse em concorrer por Minas.
Ao tomar conhecimento das negociações entre dirigentes do PL e Cunha, Nikolas teria dito a líderes da legenda: “Ou ele é candidato ou eu”. A declaração reflete o receio de que a entrada de figuras polêmicas pudesse comprometer a imagem e o desempenho da chapa mineira.
Apesar do episódio, o deputado reforçou que a situação não chegou a um “ponto de ebulição”. “Estamos alinhando nomes”, declarou, indicando que conversas recentes com a cúpula do partido resultaram em maior sintonia e que o impasse está sendo superado internamente.
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