O governo federal, sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, elevou as tarifas de importação e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para mais de mil produtos estrangeiros, incluindo smartphones, notebooks, tablets, televisores, vestuário, calçados, brinquedos e diversos itens de consumo corrente.
A medida, implementada por meio de decretos e resoluções do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) ao longo de 2025 e início de 2026, visa proteger a produção nacional, estimular a retomada industrial e reduzir o déficit comercial em setores estratégicos. As alíquotas do imposto de importação foram majoradas em faixas que variam de 10% a 35% adicionais, dependendo da classificação fiscal, enquanto o IPI recebeu reajustes seletivos para equiparar o custo de bens importados ao de produtos fabricados no Brasil.
Entre os produtos mais impactados estão celulares e outros dispositivos eletrônicos de marcas globais, que tiveram o imposto de importação elevado para até 20% em alguns casos, além de sobretaxas no IPI. A lista também abrange roupas e acessórios de moda, calçados esportivos e casuais, brinquedos infantis, cosméticos, eletrodomésticos pequenos e componentes eletrônicos.
O Ministério da Fazenda e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) justificam as decisões como necessárias para equilibrar a balança comercial e incentivar investimentos na indústria nacional, especialmente após o aumento expressivo das importações chinesas nos últimos anos. O governo argumenta que o movimento não configura protecionismo exagerado, mas sim uma política de defesa da competitividade interna em linha com práticas adotadas por outros países emergentes.
Críticos, no entanto, apontam que o aumento generalizado de impostos sobre bens de consumo vai encarecer produtos essenciais para a população de baixa e média renda, pressionar a inflação e reduzir o poder de compra em um momento de recuperação econômica ainda frágil. Entidades do varejo e associações de consumidores alertam para o risco de encarecimento da cesta básica tecnológica e de vestuário, setores nos quais o Brasil ainda depende fortemente de importações.
A medida faz parte de uma estratégia mais ampla de reindustrialização defendida pela equipe econômica, que inclui incentivos fiscais para produção local e revisão de acordos comerciais.
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