O cacique do MDB na Bahia, Geddel Vieira Lima, demonstrou publicamente seu descontentamento com o prazo estendido anunciado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) para definir o nome que ocupará a vaga de vice na disputa pela reeleição. Por meio de uma publicação nas redes sociais, o ex-ministro sinalizou que o partido não pretende adotar uma postura passiva diante da demora do petista em bater o martelo sobre o assunto.
Durante pronunciamento na última quarta-feira (25), Jerônimo Rodrigues informou que acompanha de perto as negociações envolvendo as nominatas dos partidos que compõem sua base de apoio. Nos bastidores da política baiana, essa declaração é interpretada como uma manobra para protelar a escolha do vice-governador, mantendo o MDB alinhado à coligação sem oferecer, neste instante, qualquer garantia sobre a continuidade de Geraldo Júnior no cargo.
Geddel respondeu diretamente à fala do governador. “É um direito do governador estabelecer seus prazos e suas conveniências, como sei que ele reconhece que é um direito nosso estabelecer nossos prazos e nossas conveniências. Nosso tempo está chegando”, afirmou o líder emedebista em suas redes.
A reação ocorre em um cenário de crescente pressão interna do MDB para assegurar a permanência do atual vice-governador, Geraldo Júnior, na chapa de reeleição de Jerônimo. Essa intenção do partido esbarra na oposição manifesta do ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado, Rui Costa (PT), que tem se posicionado publicamente contra a manutenção de Geraldo Júnior na vaga.
A estratégia de Jerônimo de deixar a definição para depois do período da janela partidária é vista por analistas como uma forma de evitar atritos imediatos e segurar o apoio do MDB sem compromissos concretos no momento. Enquanto isso, a indefinição gera dificuldades concretas para o MDB na montagem de sua chapa proporcional. Dirigentes da legenda relatam que as conversas com possíveis candidatos ficam prejudicadas, uma vez que não é possível avaliar com precisão qual será o peso político real do partido na configuração eleitoral deste ano.
Sem uma definição clara sobre o futuro da vice, o MDB enfrenta o desafio de calibrar suas expectativas e estratégias para as eleições proporcionais, o que pode impactar diretamente o número de candidaturas e a força da legenda na disputa por vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal.
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