O vice-governador da Bahia, Geraldo Júnior, do MDB, não participou nesta quinta-feira, 2, de uma agenda importante ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Salvador. A ausência do emedebista em um ato considerado estratégico para o governo estadual gerou incômodo entre aliados e aumentou as dúvidas sobre a composição da chapa majoritária para as eleições de 2026.
A cerimônia reuniu ministros, lideranças estaduais e o próprio presidente da República. O objetivo era anunciar obras e investimentos na mobilidade urbana da capital baiana, com destaque para a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos, o VLT, e a expansão do metrô. O governador Jerônimo Rodrigues, do PT, comandou o evento ao lado de Lula.
Sem ter recebido confirmação como vice na possível candidatura à reeleição de Jerônimo, Geraldo Júnior foi notado pela falta. Nos bastidores, o episódio é visto como mais um sinal da chamada “fritura” pública que o vice-governador estaria enfrentando. O peso da ausência cresce ainda mais pelo caráter simbólico do evento, que reuniu figuras de alto escalão do governo federal e estadual.
Embora não exista uma explicação oficial para a ausência, o movimento reforça a sensação de desgaste nas relações internas. Aliados acompanham com preocupação a distância cada vez maior de Geraldo Júnior dos espaços de visibilidade conjunta com Jerônimo e Lula. A leitura predominante é de que o emedebista vem sendo progressivamente afastado de agendas estratégicas.
Nos círculos políticos da Bahia, o caso é acompanhado de perto, pois a definição sobre quem ocupará a vaga de vice na chapa de 2026 ainda segue aberta. O MDB mantém, até o momento, a aliança com o PT, mas as tensões recentes indicam que as negociações podem se tornar mais difíceis nos próximos meses.
A agenda de mobilidade anunciada nesta quinta-feira representa um dos principais compromissos que o governo Jerônimo pretende apresentar como legado. Os recursos prometidos buscam modernizar o transporte público de Salvador, respondendo a uma antiga demanda da população por mais eficiência e integração entre os diferentes meios de locomoção.
Com o calendário eleitoral se aproximando, episódios como esse ganham relevância e servem como indicador da temperatura das alianças. A base governista observa atentamente os próximos desdobramentos, na esperança de que eventuais divergências sejam superadas sem comprometer a unidade necessária para a disputa da reeleição.
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