O advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o Supremo Tribunal Federal (STF), deve passar por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na próxima quarta-feira (29 de abril).
Após cinco meses de tramitação, o nome de Messias conta com ao menos 47 votos garantidos no plenário, segundo apuração junto a parlamentares. O número supera os 41 necessários para aprovação na Casa, que tem 81 senadores. Na CCJ, ele precisa apenas da maioria simples dos presentes.
Desde o anúncio da indicação, em 20 de novembro de 2025, Messias visitou cerca de 77 senadores, inclusive da oposição, para apresentar suas credenciais e trajetória na advocacia pública. Interlocutores do indicado avaliam que o cenário atual é mais favorável do que no final do ano passado, embora ainda prevaleça a cautela. A expectativa é de uma margem apertada, semelhante às aprovações de Flávio Dino e Cristiano Zanin.
A vaga no STF foi aberta com a aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso, em outubro de 2025. A indicação de Messias só chegou formalmente ao Senado em 1º de abril de 2026, totalizando 131 dias de espera. O atraso gerou críticas sobre coordenação política do Planalto e refletiu receios iniciais de rejeição, já que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), defendia o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a Corte.
Apesar dos obstáculos, a articulação de Messias incluiu contatos constantes com lideranças. Aliados acompanham diariamente o quadro e projetam aprovação, mesmo que com placar modesto.
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