Brasília — A forma como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) tem se posicionado vem gerando irritação entre os coordenadores da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.
Aliados do senador relatam desconforto com a declaração de Michelle de que entrará na campanha do filho mais velho de Jair Bolsonaro apenas “no momento certo”. Eles também criticam a demora dela para confirmar a candidatura ao Senado pelo Distrito Federal.
Segundo informações da Veja, o incômodo aumenta porque Michelle já demonstrou publicamente apoio a diversas candidaturas estaduais, proporcionais e ao Senado em outros estados, enquanto mantém postura reservada em relação à própria disputa.
Nos bastidores, a atitude dela é interpretada por alguns como uma espera para possível substituição na cabeça de chapa presidencial caso Flávio saia da corrida. No entanto, membros da equipe garantem que isso não deve ocorrer.
Flávio Bolsonaro ainda não definiu seu vice na chapa. Na última segunda-feira (8), durante evento em São Paulo, ele afirmou preferir uma mulher para o cargo, desde que seja alguém preparado que complemente a candidatura. A escolha deve ser anunciada até 14 de agosto, véspera do prazo final do Tribunal Superior Eleitoral para registro das chapas.
Entre os nomes mais comentados está o da senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura, que conta com o apoio público do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e já foi chamada por Flávio de “sonho de consumo” para a vaga.
Michelle ainda não oficializou sua entrada na disputa pelo Senado no DF.
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