A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (25) a Operação Afluente, com 18 mandados de busca e apreensão cumpridos no Distrito Federal, em Goiás e no Maranhão. O principal alvo é o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA), cuja residência e endereços ligados a ele foram visitados pelos agentes.
As investigações apontam suposto esquema de desvio de emendas parlamentares destinadas à Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). Segundo a PF, os recursos eram direcionados para contratações de empresas supostamente vinculadas aos investigados. Os crimes apurados incluem organização criminosa, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro.
Uma das empresas alvo das buscas tem o próprio deputado como sócio. A operação busca mapear o fluxo de recursos públicos e os possíveis beneficiários do esquema.
Maranhãozinho já possui condenação do Supremo Tribunal Federal, imposta em março deste ano, por cobrar e receber propina para liberar emendas. A sentença também atingiu outros deputados do PL. O caso envolvia o pagamento de R$ 1,7 milhão em propina para o envio de cerca de R$ 6,7 milhões em emendas ao município de São José de Ribamar (MA), entre janeiro e agosto de 2020.
A Primeira Turma do STF entendeu que ficou comprovado o esquema de “venda” de emendas. Durante o julgamento, o ministro Flávio Dino mencionou a existência de dezenas de inquéritos semelhantes em curso.
A nova operação reforça as apurações sobre o uso irregular de verbas públicas por parlamentares e amplia o escrutínio sobre Maranhãozinho, que continua no exercício do mandato.
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