Gustavo Petro avalia declarações de Trump antes de rebater ameaça considerada ilegítima

Tensões crescem após operação dos EUA na Venezuela que resultou na captura de Nicolás Maduro
Por: Brado Jornal 05.jan.2026 às 09h37
Gustavo Petro avalia declarações de Trump antes de rebater ameaça considerada ilegítima
Foto: Elizabeth Frantz/Reuters e Luisa Gonzalez/Reuters
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou nesta segunda-feira (5) que examinará com atenção as declarações feitas por Donald Trump antes de dar uma resposta oficial ao que classificou como uma "ameaça ilegítima". A reação vem após o líder norte-americano sugerir, no domingo (4), que uma ação militar contra a Colômbia "soa bem".

"Hoje verei se as palavras em inglês de Trump são traduzidas como diz a imprensa nacional. Portanto, responderei mais tarde, até saber o que realmente significa a ameaça ilegítima de Trump", escreveu Petro em postagem nas redes sociais.

Em outra mensagem, o mandatário colombiano reforçou o tom de repreensão: "Pare de me caluniar, senhor Trump. Não é assim que se ameaça um presidente latino-americano que surgiu da luta armada e, depois, da luta pela paz do povo da Colômbia".

As declarações de Trump ocorreram a bordo do Air Force One, um dia após a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que culminou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. O presidente americano criticou duramente Petro, o primeiro líder de esquerda na história da Colômbia, ao afirmar: “A Colômbia também está muito doente, governada por um homem doente, que gosta de produzir cocaína e vendê-la aos Estados Unidos e não vai continuar fazendo isso por muito tempo".

Questionado por jornalistas sobre a possibilidade de uma intervenção militar no país vizinho, Trump respondeu: “Soa bem para mim”.

Em postagens mais extensas, Petro dirigiu-se diretamente ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, contestando alegações de falta de cooperação no combate ao narcotráfico. O presidente colombiano argumentou que tal visão desrespeita a Constituição do país, que o estabelece como comandante supremo das Forças Armadas e da polícia, e destacou medidas adotadas por seu governo contra o tráfico de drogas e atividades de espionagem.

As tensões entre Washington e Bogotá se intensificaram desde o início do segundo mandato de Trump, com atritos envolvendo sanções impostas em outubro de 2025 e divergências sobre migração e políticas antidrogas. A Colômbia, tradicional aliada militar dos EUA na região, reforçou a segurança em sua fronteira com a Venezuela após a captura de Maduro, mobilizando tropas para prevenir possíveis fluxos migratórios ou instabilidades.


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