Jornal americano revela motivo para exclusão de líder opositora venezuelana por Trump

Ressentimento com Prêmio Nobel da Paz teria influenciado decisão sobre sucessão após captura de Maduro
Por: Brado Jornal 06.jan.2026 às 09h46
Jornal americano revela motivo para exclusão de líder opositora venezuelana por Trump
Crédito: Leon Neal/Getty; Jonas Been Henriksen / NTB / AFP via Getty
Após a operação militar norte-americana que resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, em 3 de janeiro de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, excluiu María Corina Machado da transição de poder na Venezuela, segundo reportagem do The Washington Post publicada em 4 de janeiro.

Fontes próximas à Casa Branca revelaram ao jornal que Trump interpretou a aceitação do Prêmio Nobel da Paz por María Corina, concedido em outubro de 2025 por sua luta contra o regime de Maduro, como uma afronta pessoal. O presidente americano havia manifestado publicamente o desejo de receber a honraria.

Uma das fontes afirmou que, se María Corina tivesse recusado o prêmio e declarado que ele pertencia a Trump, “ela seria a presidente da Venezuela hoje”. Outra classificou a aceitação como um “pecado imperdoável”.

Trump comentou publicamente que María Corina “não tem o apoio nem o respeito necessários dentro do país”. A líder opositora, por sua vez, defendeu que Edmundo González Urrutia eu substituto nas eleições de 2024, após ser impedida de concorrer assumisse o mandato, por ter sido “escolhido como sucessor”.

Em declaração recente à Fox News, María Corina revelou: “Na verdade, conversei com o presidente Trump em 10 de outubro, no mesmo dia em que o Prêmio Nobel da Paz foi anunciado, [mas] não de lá para cá”.

Ela também pediu mobilização da população venezuelana dentro e fora do país, além de apoio internacional, enfatizando que a transição deve envolver sociedade e instituições. Edmundo González afirmou: “Venezuelanos, são horas decisivas, embora estejamos prontos para a grande operação de reconstrução de nossa nação”.

A operação dos EUA, anunciada por Trump na Truth Social, envolveu ataques aéreos e captura rápida em Caracas, levantando questionamentos sobre aprovação congressional e conformidade com leis internacionais.


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