Violência paralisa transporte em cinco bairros de Salvador; ônibus deixam de circular após confrontos

Moradores de Barro Duro, Engomadeira, Tancredo Neves, Águas Claras e Vila Verde enfrentam dias sem transporte coletivo por causa da insegurança; algumas regiões estão há mais de uma semana sem atendimento regular
Por: Brado Jornal 15.abr.2025 às 10h11
Violência paralisa transporte em cinco bairros de Salvador; ônibus deixam de circular após confrontos
Betto Jr./Secom

A cidade de Salvador amanheceu nesta terça-feira (15) com cinco bairros sem circulação de ônibus, consequência direta da crescente onda de violência que afeta regiões periféricas da capital baiana. A Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) confirmou a suspensão do serviço em Tancredo Neves, Engomadeira, Barro Duro, Vila Verde e na localidade do Iraque, em Águas Claras.

O caso mais crítico é o do Barro Duro, que está há 11 dias sem transporte público regular após confrontos armados e mortes na região. Apesar de alguns veículos terem acessado a área nesta terça, a operação não teve autorização da Semob. O bairro é atendido pela linha 1025 Barro Duro x Estação Mussurunga.

Na Engomadeira, os ônibus deixaram de circular desde o último domingo (13), após a morte da jovem Ana Luiza, fato que elevou a tensão local. Duas linhas deixaram de operar na área: 1215 Engomadeira x Lapa e 1214 Engomadeira x Baixa dos Sapateiros.

No bairro Tancredo Neves, a interrupção ocorreu após ataques registrados na noite de segunda-feira (14). As linhas 1203, 1206, 1211 e 1248, que ligam o bairro a regiões como Campo Grande, Lapa, Barra e Iguatemi, estão fazendo ponto final no Conjunto Arvoredo, sem acessar a parte central do bairro.

Em Águas Claras, a localidade do Iraque ficou sem o atendimento da linha 1713 Águas Claras x Estação Águas Claras. Já em Vila Verde, na Estrada Velha do Aeroporto, os coletivos das linhas 1328 Estação Pirajá x Estação Mussurunga e 1054 Fazenda Grande 4/3 x Estação Mussurunga deixaram de circular.

A suspensão do transporte coletivo afeta diretamente milhares de moradores, que enfrentam dificuldades para trabalhar, estudar e realizar atividades básicas do dia a dia. Até o momento, a prefeitura não informou previsão de normalização do serviço nas áreas afetadas.

A onda de violência crescente tem colocado o sistema de mobilidade urbana de Salvador em alerta, pressionando o poder público a buscar alternativas para garantir a segurança de passageiros, rodoviários e moradores dessas comunidades.



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