Um advogado especializado em direito de trânsito protocolou representação junto ao Ministério Público da Bahia (MP-BA) e à Corregedoria da Polícia Militar denunciando a existência de um esquema organizado de “pré-blitz” na capital baiana. O mecanismo, segundo a queixa, consiste em atravessadores que monitoram pontos estratégicos da cidade e avisam motoristas sobre a montagem de barreiras policiais, permitindo que condutores irregulares desviem do local e evitem multas, remoção ou apreensão do veículo.
De acordo com o denunciante, os informantes atuam principalmente em vias de grande fluxo, como a Avenida Paralela, a Orla e acessos à região do Subúrbio Ferroviário. Eles utilizam aplicativos de mensagens, grupos de WhatsApp e até sinalização manual para alertar os motoristas cadastrados, cobrando valores que variam de R$ 20 a R$ 100 por alerta, dependendo da gravidade da irregularidade do condutor.
A representação aponta que a prática configura, em tese, crimes de favorecimento pessoal, associação criminosa e corrupção ativa, além de comprometer a eficácia das operações de fiscalização de trânsito promovidas pela PM e pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran-BA). O advogado alega ter recebido relatos de clientes que escaparam de autuações graças ao sistema, mas que agora buscam regularizar a situação sem pagar as penalidades aplicadas.
A denúncia foi protocolada nesta sexta-feira (30) e pede a instauração de inquérito civil e policial para apurar a existência da rede de atravessadores, identificar os envolvidos, incluindo possíveis policiais que vazam informações, e adotar medidas para coibir a conduta. O denunciante sugere o monitoramento de grupos de mensagens e a análise de câmeras de segurança em pontos críticos da cidade como formas de reunir provas.
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