Os corpos de Lorena, conhecida nas redes sociais como Lore Blogueirinha, e de Adilson Mendes Viana foram descobertos na tarde de domingo (17 de maio de 2026) dentro de uma residência na Travessa Rosana Cristina, no bairro de Canabrava, em Salvador. A Polícia Militar chegou ao local após chamados de moradores e encontrou primeiro o corpo de Adilson, de 67 anos, com ferimentos na cabeça e sinais de sangramento. No outro cômodo, estava o corpo de Lorena, de 24 anos, já em estado avançado de decomposição.
A Polícia Civil assumiu as investigações por meio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Até o momento, as causas oficiais das mortes ainda não foram divulgadas.
Moradores da região descreveram à imprensa local um relacionamento marcado por forte controle, ciúmes intensos e episódios de violência. Muitos acreditam que o companheiro mais velho tenha matado a jovem e depois tirado a própria vida.
Lore Blogueirinha havia ganhado visibilidade após aparecer em uma reportagem na televisão, onde revelou sua intenção de deixar o antigo parceiro para viver com um homem mais velho, a quem chamava de “Coroa” — justamente Adilson. Com cerca de 1,5 mil seguidores, a jovem postava vídeos do cotidiano e conteúdos leves, transmitindo uma imagem alegre e descontraída.
Amigos próximos relataram que Lorena ignorava alertas sobre os riscos da relação. Laís, uma das amigas, recordou momentos de descontração: “Ela chegava fazendo graça, gravava vídeos e pedia para eu editar. Sempre com aquele sorriso, brincando”. Segundo ela, a jovem minimizava as ameaças constantes de Adilson, que afirmava que mataria os dois caso ela o deixasse.
O ex-sogro da vítima, Antônio, disse ter alertado Lorena diversas vezes sobre o comportamento possessivo do companheiro. Ele contou que Adilson proibia a jovem de falar com outras pessoas e exercia forte controle sobre ela. Em uma conversa anterior, Lorena chorou e expressou medo de ser morta. Ainda assim, ela hesitava em romper o vínculo por preocupação com o futuro. “Se eu sair dele, vou para onde?”, teria dito em momentos de desabafo.
Antônio revelou ainda que Lorena chegou a deixar a casa em pelo menos duas ocasiões, buscando abrigo por temer pela própria vida, mas acabou retornando. “Ela não imaginava que ele pudesse chegar a esse ponto, e infelizmente aconteceu”, lamentou.
A tragédia deixou a comunidade local consternada. Lorena deixa uma filha de 4 anos. Detalhes sobre velório e sepultamento ainda não foram informados.
O caso reacende discussões sobre relacionamentos marcados por violência e controle, e a importância de dar atenção aos sinais de risco relatados por vítimas e pessoas próximas. As apurações continuam para esclarecer todas as circunstâncias.
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